2TA – Manhã

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Tema 01: …

16 Respostas para “2TA – Manhã

  1. Mercado de trabalho

    Estudar, fazer um curso superior, pegar o diploma, arrumar um bom emprego, trabalhar por algumas décadas, se aposentar e curtir a vida. Esqueça tudo isso, este era o cenário para o trabalhador de antigamente. Muitas coisas mudaram e continuam em contínua evolução.

    O diploma de um curso superior já foi garantia de emprego, até meados da década de 70; hoje não é mais. Pensar que após o término da faculdade você está “livre” do estudo é simplesmente decretar a morte da sua carreira profissional. Hoje precisamos estar sempre estudando, sempre nos atualizando. Estamos vivendo a “era da informação, da velocidade e da orientação para resultados”. Muitas vezes, ficamos atônitos com a rapidez com que as mudanças acontecem. Já não basta mais sermos especialistas em uma única área: Engenharia, Administração, Economia, Direito, etc. Precisamos “entender do negócio”, isto é, conhecer todos os aspectos relacionados com o ramo da empresa onde trabalhamos, senão como poderemos aplicar nossos conhecimentos em benefício da empresa, ou em outras palavras: gerar resultados.
    Muitos consultores e autores bem-sucedidos de livros de negócios e carreira dizem que estamos vivendo a era dos multi-especialistas. Precisamos entender de muitos assuntos: administração, finanças, informática, outros idiomas, pessoas (esta talvez seja a aptidão mais importante e mais difícil), trabalho em equipe, etc. Eles estão certos. Precisamos entender de muitos assuntos e a única maneira de dominá-los é através do estudo e aprendizado contínuos. Nesta coluna vou falar sobre os conhecimentos/áreas que todo o profissional deve dominar, independente da sua profissão. Em uma das próximas colunas falarei sobre os aspectos humanos que fazem com que um profissional possa se destacar.
    Nem tudo mudou. É evidente que você precisa ter ótimos conhecimentos na sua área de atuação, ou você teria coragem de se submeter a uma cirurgia com alguém que não é formado em medicina? É claro que não. Um ponto importante é que não basta conhecer o básico, para se destacar e ser um profissional requisitado pelo mercado, você precisa dominar os conhecimentos da sua área de atuação e para isso só existe um caminho: Qual?? É lógico que é o estudo e a atualização constantes. Não existe mágica. Você quer ser um profissional excelente, quer se destacar, quer sempre estar empregado (alguns autoras chamam de “Empregabilidade”)? Então não tem jeito: muito estudo e, principalmente, colocar em prática o que você estudou. O mercado está muito seletivo, não existe mais lugar para enganadores. De nada adianta você ter ótimos conhecimentos se não for capaz de traduzi-los em resultados para a empresa. Lembre-se: você não é paga para ficar oito horas na empresa, você é paga para gerar resultados. Sem resultados = sem empre Existem conhecimentos que são fundamentais, independente da área em que você atue. Conhecimentos de informática, tais como: saber utilizar um bom redator de textos (normalmente o Microsoft Word), saber utilizar uma boa planilha eletrônica (normalmente o Microsoft Excel) e, principalmente, saber utilizar os recursos disponibilizados pela Internet. O conhecimento de idiomas também é muito importante. O inglês ainda é o mais importante, seguido de perto, para nós brasileiros, pelo Espanhol. Pode ser que, para a sua profissão/cargo atuais, não seja obrigatório o conhecimento de idiomas mas, com certeza, o domínio de um ou mais idiomas estrangeiros será um diferencial importante. Se você ainda não domina os fundamentos da informática e, pelo menos, o idioma Inglês, já está mais do que na hora de começar, nada de ficar “procrastinando”, ou seja: “de ficar deixando para depois, “empurrando com a barriga”. Nem pense em deixar para depois.

    Habilidades na comunicação, quer seja para escrever, falar ou fazer apresentações, são fundamentais. Independente da função, o profissional atual deve dominar as técnicas de redação, o que inclui um bom vocabulário e um bom conhecimento da nossa Gramática. Desde a elaboração de relatórios, projetos e memorandos, até na comunicação via e-mail, o domínio das técnicas de redação é um diferencial importante, que pode ajudar você na busca por melhores posições dentro da empresa. Claro que muitas vezes a verdadeira “aversão”

    que muitas pessoas tem pela redação, pode ter origem na maneira como esta disciplina é ensinada na escola. mas este é assunto para uma outra coluna, onde falaremos sobre problemas/soluções para o modelo de educação atual. Além de saber por as idéias no papel é importante que você saiba apresentá-las para os seus colegas e superiores. A capacidade de fazer boas apresentações é muito importante. O profissional que domina as técnicas para uma boa apresentação, vê muitas portas se abrirem.

    Trabalho em equipe e delegação de tarefas: Você é admitido na empresa e é mais do que normal que como primeira função, seja alocado para realizar algumas tarefas operacionais. Mas como todo mundo, você quer evoluir, crescer, ser promovido. É natural que venha a ocupar, com o passar do tempo, um cargo de gerência. Quem sabe um dia chegue a diretor, depois vice-presidente e, por que não, presidente. Não importa o cargo que você ocupa, é fundamental que saiba trabalhar em equipe, em outras palavras: “colaboração e cooperação”. Isso não significa que não deva existir competição, porém em doses saudáveis. Mas o fato é que somente o trabalho em equipe é capaz de obter os resultados exigidos atualmente. Pela milionésima vez vou citar o exemplo do time de futebol formado por onze craques, porém sem espírito de equipe, onde cada um quer aparecer mais do que o outro. Com certeza este time será derrotado por uma equipe formada por onze jogadores medianos, porém com forte espírito de equipe, onde todos colaboram na busca de um objetivo comum. Na medida em que você vai ocupando cargos com características mais gerenciais do que operacionais a delegação de tarefas torna-se um instrumento indispensável. Se você chefia uma equipe é fundamental que confie nela. Com isso é possível delegar tarefas e manter um nível de acompanhamento racional; pois de nada adianta delegar uma tarefa e depois acompanhar, passo-a-passo a execução.

    Estudar, fazer um curso superior, pegar o diploma, arrumar um bom emprego, trabalhar por algumas décadas, se aposentar e curtir a vida. Esqueça tudo isso, este era o cenário para o trabalhador de antigamente. Muitas coisas mudaram e continuam em contínua evolução.

    O diploma de um curso superior já foi garantia de emprego, até meados da década de 70; hoje não é mais. Pensar que após o término da faculdade você está “livre” do estudo é simplesmente decretar a morte da sua carreira profissional. Hoje precisamos estar sempre estudando, sempre nos atualizando. Estamos vivendo a “era da informação, da velocidade e da orientação para resultados”. Muitas vezes, ficamos atônitos com a rapidez com que as mudanças acontecem. Já não basta mais sermos especialistas em uma única área: Engenharia, Administração, Economia, Direito, etc. Precisamos “entender do negócio”, isto é, conhecer todos os aspectos relacionados com o ramo da empresa onde trabalhamos, senão como poderemos aplicar nossos conhecimentos em benefício da empresa, ou em outras palavras: gerar resultados.

    Muitos consultores e autores bem-sucedidos de livros de negócios e carreira dizem que estamos vivendo a era dos multi-especialistas. Precisamos entender de muitos assuntos: administração, finanças, informática, outros idiomas, pessoas (esta talvez seja a aptidão mais importante e mais difícil), trabalho em equipe, etc. Eles estão certos. Precisamos entender de muitos assuntos e a única maneira de dominá-los é através do estudo e aprendizado contínuos. Nesta coluna vou falar sobre os conhecimentos/áreas que todo o profissional deve dominar, independente da sua profissão. Em uma das próximas colunas falarei sobre os aspectos humanos que fazem com que um profissional possa se destacar.

    se não for capaz de traduzi-los em resultados para a empresa. Lembre-se: você não é paga para ficar oito horas na empresa, você é paga para gerar resultados. Sem resultados = sem emprego.

    Desemprego
    O desemprego não é um problema só no Brasil; ele ocorre na Europa e em toda parte do mundo. Excetuando-se os Estados Unidos, onde a questão está minimizada pelo longo período de crescimento da economia durante o governo de Bill Clinton, nas demais partes do mundo o fenômeno é visto com preocupação. Na Europa, o problema é muito grave; no Japão, atualmente observa-se a diminuição do número de vagas no mercado de trabalho; a Coréia do Sul enfrenta a mesma situação. Nos países subdesenvolvidos, a situação não é diferente.
    No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo. A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós. O desemprego causa vários problemas: para o desempregado, para a família e para o Estado. Para o cidadão desempregado e sua família, o desemprego provoca insegurança, a indignidade, aquela sensação de inutilidade para o mundo social.
    A tecnologia, que vem desde a revolução industrial na Inglaterra em 1750, traz problemas, e certamente é uma das principais causas do desemprego mundial. Uma máquina substitui o trabalho de 10, 20, 40 ou mais pessoas. Já foi dito que a revolução industrial provocou insatisfação dos trabalhadores, mas pouco desemprego, porquanto, na época, as vagas fechadas numa empresa eram supridas pela abertura de outras empresas. Além disso, houve a redução da jornada de trabalho para 8 horas e a semana de 5 dias. Todavia, hoje, com a globalização, a informatização, as novas tecnologias, nós temos efetivamente um problema de desemprego estrutural. Vejam o exemplo do banco já citado, onde diminuem em menos da metade os postos de trabalho. Tudo é informatizado, as pessoas não precisam do caixa humano, elas vão direto ao caixa eletrônico. Esses funcionários perdem o emprego e não têm outra oportunidade, porque todos os ramos de atividade estão se modernizando, não só os bancos, mas as indústrias estão sendo robotizadas. Estão desaparecendo muitas profissões e atividades profissionais, porque têm o robô fazendo o trabalho de muitas pessoas. Isso realmente gera desemprego e tanto o governo quanto a sociedade têm que contribuir para encontrar uma solução.
    Talvez a solução momentânea seja a requalificação profissional. Os profissionais que perdem seus postos de trabalho devem passar por treinamentos e reciclagens. Só assim poderão encontrar outra atividade e assumir uma nova vaga no concorrido mercado de trabalho moderno. O desempregado não pode ficar esperando nova oportunidade para ocupar a mesma vaga que ocupava antes da demissão, mesmo porque aquela vaga, ou melhor, aquela função pode deixar de existir. Aquele que deseja voltar ao mercado de trabalho deve se reciclar, buscando uma colocação em outra área ou ramo de atividade; para isso, ele deve estar preparado.
    O governo, através dos Fundos de Amparo ao Trabalhador, tem oferecido recursos para treinamentos e reciclagens aos desempregados. Essa iniciativa ajuda, pois o trabalhador, sem essa reciclagem não vai conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, mas não resolve o problema.
    De modo que a questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical, do Estado e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda da renda, agravando todos os problemas sociais. Sendo assim, a reforma sindical e trabalhista tem que ter como prioridade a procura de caminhos para impor aos governantes a execução de programas de desenvolvimento que resultem em geração de empregos.
    Porém, essa não é a única saída para abrir postos de trabalho no mercado. Haja visto o que se passa no setor automobilístico, por exemplo, onde investimentos maciços e duplicação da capacidade produtiva não resultaram em geração de novos empregos. Ao contrário, com os investimentos feitos as empresas puseram em prática um amplo programa de modernização e automação, cortando milhares de postos de trabalho. Para se ter uma idéia do estrago ocorrido neste setor, basta dizer que, na década de 80 do século passado, para uma capacidade de produção de um milhão e quinhentos mil veículos, as montadoras empregavam 140 mil empregados. Hoje, para uma capacidade de produção de três milhões de veículos, as montadoras empregam apenas 90 mil trabalhadores.
    Só este exemplo mostra que, além de investimentos e programas de crescimento econômico, são necessárias outras medidas para gerar mais empregos. Hoje temos linhas completas, sistemas produtivos completos, operados por robôs. Os processos tecnológicos empregados na atualidade e mais a presença crescente da mulher no mercado de trabalho exigem uma redução drástica da jornada de trabalho, para dar emprego às centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro que precisam trabalhar.
    Mas, a redução da jornada não pode ser um ato isolado e unilateral de um só país ou dois. É preciso estabelecer uma nova jornada de trabalho de caráter universal, algo como uma resolução da Organização das Nações Unidas para ser cumprida por todos os países e para ser fiscalizada a sua aplicação por um órgão tipo OIT, a Organização Internacional do Trabalho, para que não haja um desequilíbrio nos custos de produção e quebra da eqüidade competitiva entre os países no mercado mundial. E, também, para que não haja redução de salários. Aqui fica a sugestão para o governo brasileiro levar essa questão à Assembléia Geral da ONU, que se instala todos os anos no mês de setembro.
    Concluídas essas considerações gerais, vamos abordar algumas das questões das chamadas reformas trabalhista e sindical, sobre as quais não existe consenso nas esferas de governo, no Congresso Nacional e nem entre as centrais sindicais existentes.

    Crise no comércio internacional

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    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.
    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.
    Lamy garante que a crise internacional por enquanto não gerou uma redução de comércio e que o único efeito tem sido a queda no ritmo de crescimento. Alerta, porém, que medidas protecionistas podem surgir diante do cenário que políticos estão sendo obrigados a enfrentar. Para ele, mais do que nunca o mundo precisa reforçar suas regras comerciais para lutar contra essa situação.
    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.
    Taxa de juros
    A conjuntura econômica no início do último trimestre de 2005 segue o caminho de
    “avançar com o freio de mão puxado” que tem prevalecido desde o final de 2004. Tem
    contribuído para este quadro, a combinação de elementos de aquecimento da demanda – como
    a expansão do crédito ao consumidor e o dinamismo do mercado externo – com elementos
    restritivos – como a política de obtenção do superávit primário elevado através de controle de
    gastos e investimentos públicos além da manutenção de taxas de juros extremamente
    elevadas, desestimulando o investimento.
    Neste contexto, as projeções indicam que o crescimento do PIB, em 2005, deve ficar
    em torno de 3,5%, número inferior ao avaliado como necessário para que se tenha algum
    impacto significativo sobre o mercado de trabalho. Considerando o aumento da produtividade
    da economia e o ingresso de novos contingentes no mercado de trabalho, além do elevado
    número de trabalhadores desempregados, os indicadores referentes a empregos e salários não
    deverão apresentar melhoras significativas até o final do ano. É importante destacar os
    movimentos apenas sazonais refletidos nas pesquisas de emprego (ou seja, as mudanças nos
    números do mercado de trabalho refletem apenas relações com as variações de produção de
    cada época do ano, das flutuações do ciclo econômico ao longo do ano).
    As principais decisões referentes à política econômica configuram um ambiente
    extremamente restritivo. Embora as últimas reuniões do Comitê de Política Monetária
    (Copom), do Banco Central, tenham iniciado um movimento de redução das taxas de juros
    básicas (que ainda não tem se refletido nas taxas de juros para os consumidores), esse
    movimento ainda é pequeno, especialmente quando se observa que as expectativas de inflação
    se reduziram, e que, portanto, os movimentos atuais de redução das taxas de juros nominais
    ainda são tímidos quando confrontado com as quedas na taxa de inflação. Por esta razão, as
    taxas de juros reais – taxas de juros nominais descontada a perspectiva de inflação – até
    subiram. A antecipação em três meses no cumprimento da meta anual do superávit primário
    (receita menos despesa dos governos, excetuados os gastos financeiros) revela o tamanho da
    contenção orçamentária que está sendo executada. E, ainda, estão em discussão novas
    Análise de Conjuntura – Taxa de juros e os limites do crescimento 3
    medidas de contenção do gasto público, como limites legais e constitucionais a reajustes de
    salários dos funcionários públicos, e propostas de desvinculação orçamentária.
    Os números que combinam as taxas de juros básicas (e as despesas financeiras do
    governo delas decorrentes) e o superávit primário são reveladores da política adotada. Apesar
    de ter gerado um superávit primário de R$ 86,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano,
    contra a previsão inicial de R$ 83,9 bilhões para todo o ano, o superávit não foi suficiente
    para garantir integralmente o pagamento da conta dos juros ao longo do ano, que atingiu cerca
    de R$ 120,2 bilhões fazendo com que o déficit nominal chegasse a 2,37% do PIB, e a relação
    dívida/PIB seguisse superior a 51%. Ou seja, apesar da elevada transferência de recursos
    orçamentários para o pagamento do passivo financeiro, este segue consumindo recursos além
    dessa conta, e crescentes, em função do próprio gasto financeiro.
    Entretanto, de outro lado, a política de juros elevados incentiva a entrada de recursos
    externos que, ao lado do grande volume de exportações que propicia expressivo saldo
    comercial (já superior a US$ 35 bilhões nos primeiros 10 meses do ano) acaba contribuindo
    para a queda na cotação do dólar em relação ao real. Esse movimento tem levado adiante um
    complexo resultado do ponto de vista do setor externo brasileiro. De um lado, alavancado
    pelo bom contexto internacional, o dinamismo das exportações de commodities agrícolas,
    agropecuárias e minerais, além de setores industriais que têm empresas brasileiras ou filiais de
    empresas transnacionais sediadas no Brasil, tem contribuído para a realização do expressivo
    saldo comercial. Por outro lado, os efeitos da valorização do real têm repercutido nos setores
    industriais internos, ampliando a competição com produtos importados. Assim, apesar do
    expressivo superávit final na balança comercial, o impacto setorial do resultado do comércio
    exterior sobre a produção e o emprego revela algumas preocupações e dificuldades frente à
    valorização do real.
    Com relação ao consumo, a expansão do crédito em diversas modalidades,
    especialmente as de crédito consignado, contribuíram para a expansão de alguns setores
    produtores de bens de consumo duráveis. Entretanto, os resultados do comércio apresentados
    pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Federações do Comércio
    mostram que o crescimento das vendas começa a atingir alguns limites para continuar a se
    expandir.
    Esses limites para a expansão nas vendas de alguns setores aliados a taxas de juros
    extremamente elevadas podem gerar um desestímulo à realização de novos investimentos. É
    possível que a taxa de investimento (medida como formação bruta de capital fixo, isto é,
    Análise de Conjuntura – Taxa de juros e os limites do crescimento 4
    investimentos novos produtivos e ampliação das construções, ou seja, investimento não
    meramente financeiro) cresça um pouco esse ano, voltando a um patamar de 20%, maior que
    nos períodos anteriores, mas ainda insuficiente para alavancar um novo ciclo sustentado de
    expansão e crescimento. Outra característica importante é que parte substantiva dos
    investimentos em andamento refere-se a alguns grandes projetos localizados, setorialmente
    ligados a cadeias de produção específicas, que não têm demonstrado capacidade de se
    difundirem por outros setores. Parte desses projetos está inserida no processo de integração
    continental e parte refere-se diretamente à expansão da infra-estrutura para as exportações de
    commodities da grande agricultura comercial de exportação e de minerais.
    Portanto, em que pesem condições extremamente favoráveis ao crescimento (cenário
    externo, demanda potencial dos consumidores, possíveis investimentos), a insistência da
    política econômica em seguir operando com juros extremamente elevados e restrições nos
    gastos e investimentos públicos acaba determinando um freio nas possibilidades de uma
    maior elevação nas taxas de crescimento da economia.
    Análise de Conjuntura – Taxa de juros e os limites do crescimento 5

  2. O Mercado de Trabalho

    O Mercado de Trabalho relaciona aqueles que procuram emprego e aqueles que oferecem emprego num sistema típico de mercado onde se negocia para determinar os preços e quantidades de um bem, o trabalho. O seu estudo procura perceber e prever os fenónemos de interação entre estes dois grupos tendo em conta a situação económica e social do país, região ou cidade.

    Lei da Oferta e da Procura
    Talvez a característica mais marcante das relações económicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas. Por outro lado se a procura é maior do que a oferta, a tendência é que o valor cobrado pelo o produto seja maior.

    Em termos de profissões pode-se dizer que quando existe a formação de excesso de profissionais e falta de procura desses profissionais não há um equilíbrio entre a oferta e a procura e ocorre o que se chama uma saturação de mercado, em que não existem suficientes postos de trabalho para absorver os profissionais. Por outro lado pode acontecer que não exista oferta em excesso mas sim procura em falta. Este é um dos casos que acontece quando, por exemplo, a indústria progride e inova rapidamente. Deixa de haver procura de uma dada profissão ou qualificação que esá sendo substituida pela procura de outra profissão ou qualficação em que ainda não há oferta suficiente, gerando desemprego.

    [editar] Lei da Oferta e da Procura
    Talvez a característica mais marcante das relações económicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas. Por outro lado se a procura é maior do que a oferta, a tendência é que o valor cobrado pelo o produto seja maior.

    Em termos de profissões pode-se dizer que quando existe a formação de excesso de profissionais e falta de procura desses profissionais não há um equilíbrio entre a oferta e a procura e ocorre o que se chama uma saturação de mercado, em que não existem suficientes postos de trabalho para absorver os profissionais. Por outro lado pode acontecer que não exista oferta em excesso mas sim procura em falta. Este é um dos casos que acontece quando, por exemplo, a indústria progride e inova rapidamente. Deixa de haver procura de uma dada profissão ou qualificação que esá sendo substituida pela procura de outra profissão ou qualficação em que ainda não há oferta suficiente, gerando desemprego.

    [editar] Lei da Oferta e da Procura
    Talvez a característica mais marcante das relações económicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas. Por outro lado se a procura é maior do que a oferta, a tendência é que o valor cobrado pelo o produto seja maior.

    Em termos de profissões pode-se dizer que quando existe a formação de excesso de profissionais e falta de procura desses profissionais não há um equilíbrio entre a oferta e a procura e ocorre o que se chama uma saturação de mercado, em que não existem suficientes postos de trabalho para absorver os profissionais. Por outro lado pode acontecer que não exista oferta em excesso mas sim procura em falta. Este é um dos casos que acontece quando, por exemplo, a indústria progride e inova rapidamente. Deixa de haver procura de uma dada profissão ou qualificação que esá sendo substituida pela procura de outra profissão ou qualficação em que ainda não há oferta suficiente, gerando desemprego.

  3. DESEMPREGO NO BRASIL E NO MUNDO

    O desemprego não é um problema só no Brasil; ele ocorre na Europa e em toda parte do mundo. Excetuando-se os Estados Unidos, onde a questão está minimizada pelo longo período de crescimento da economia durante o governo de Bill Clinton, nas demais partes do mundo o fenômeno é visto com preocupação. Na Europa, o problema é muito grave; no Japão, atualmente observa-se a diminuição do número de vagas no mercado de trabalho; a Coréia do Sul enfrenta a mesma situação. Nos países subdesenvolvidos, a situação não é diferente.

    No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo. A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós. O desemprego causa vários problemas: para o desempregado, para a família e para o Estado. Para o cidadão desempregado e sua família, o desemprego provoca insegurança, a indignidade, aquela sensação de inutilidade para o mundo social.

    A tecnologia, que vem desde a revolução industrial na Inglaterra em 1750, traz problemas, e certamente é uma das principais causas do desemprego mundial. Uma máquina substitui o trabalho de 10, 20, 40 ou mais pessoas. Já foi dito que a revolução industrial provocou insatisfação dos trabalhadores, mas pouco desemprego, porquanto, na época, as vagas fechadas numa empresa eram supridas pela abertura de outras empresas. Além disso, houve a redução da jornada de trabalho para 8 horas e a semana de 5 dias. Todavia, hoje, com a globalização, a informatização, as novas tecnologias, nós temos efetivamente um problema de desemprego estrutural. Vejam o exemplo do banco já citado, onde diminuem em menos da metade os postos de trabalho. Tudo é informatizado, as pessoas não precisam do caixa humano, elas vão direto ao caixa eletrônico. Esses funcionários perdem o emprego e não têm outra oportunidade, porque todos os ramos de atividade estão se modernizando, não só os bancos, mas as indústrias estão sendo robotizadas. Estão desaparecendo muitas profissões e atividades profissionais, porque têm o robô fazendo o trabalho de muitas pessoas. Isso realmente gera desemprego e tanto o governo quanto a sociedade têm que contribuir para encontrar uma solução.

    Talvez a solução momentânea seja a requalificação profissional. Os profissionais que perdem seus postos de trabalho devem passar por treinamentos e reciclagens. Só assim poderão encontrar outra atividade e assumir uma nova vaga no concorrido mercado de trabalho moderno. O desempregado não pode ficar esperando nova oportunidade para ocupar a mesma vaga que ocupava antes da demissão, mesmo porque aquela vaga, ou melhor, aquela função pode deixar de existir. Aquele que deseja voltar ao mercado de trabalho deve se reciclar, buscando uma colocação em outra área ou ramo de atividade; para isso, ele deve estar preparado.

    O governo, através dos Fundos de Amparo ao Trabalhador, tem oferecido recursos para treinamentos e reciclagens aos desempregados. Essa iniciativa ajuda, pois o trabalhador, sem essa reciclagem não vai conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, mas não resolve o problema.

    De modo que a questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical, do Estado e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda da renda, agravando todos os problemas sociais. Sendo assim, a reforma sindical e trabalhista tem que ter como prioridade a procura de caminhos para impor aos governantes a execução de programas de desenvolvimento que resultem em geração de empregos.

    Porém, essa não é a única saída para abrir postos de trabalho no mercado. Haja visto o que se passa no setor automobilístico, por exemplo, onde investimentos maciços e duplicação da capacidade produtiva não resultaram em geração de novos empregos. Ao contrário, com os investimentos feitos as empresas puseram em prática um amplo programa de modernização e automação, cortando milhares de postos de trabalho. Para se ter uma idéia do estrago ocorrido neste setor, basta dizer que, na década de 80 do século passado, para uma capacidade de produção de um milhão e quinhentos mil veículos, as montadoras empregavam 140 mil empregados. Hoje, para uma capacidade de produção de três milhões de veículos, as montadoras empregam apenas 90 mil trabalhadores.

    Só este exemplo mostra que, além de investimentos e programas de crescimento econômico, são necessárias outras medidas para gerar mais empregos. Hoje temos linhas completas, sistemas produtivos completos, operados por robôs. Os processos tecnológicos empregados na atualidade e mais a presença crescente da mulher no mercado de trabalho exigem uma redução drástica da jornada de trabalho, para dar emprego às centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro que precisam trabalhar.

    Mas, a redução da jornada não pode ser um ato isolado e unilateral de um só país ou dois. É preciso estabelecer uma nova jornada de trabalho de caráter universal, algo como uma resolução da Organização das Nações Unidas para ser cumprida por todos os países e para ser fiscalizada a sua aplicação por um órgão tipo OIT, a Organização Internacional do Trabalho, para que não haja um desequilíbrio nos custos de produção e quebra da eqüidade competitiva entre os países no mercado mundial. E, também, para que não haja redução de salários. Aqui fica a sugestão para o governo brasileiro levar essa questão à Assembléia Geral da ONU, que se instala todos os anos no mês de setembro.

    Concluídas essas considerações gerais, vamos abordar algumas das questões das chamadas reformas trabalhista e sindical, sobre as quais não existe consenso nas esferas de governo, no Congresso Nacional e nem entre as centrais sindicais existentes.

  4. Desemprego no Brasil sobe a 14,5% em fevereiro

    SÃO PAULO (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil subiu em fevereiro, para 14,5 por cento, ante 14,2 por cento em janeiro, mostrou uma pesquisa do Seade e do Dieese nesta quarta-feira.

    O contingente de desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelos institutos ficou em 2,853 milhões de pessoas no mês passado, 50 mil a mais que em janeiro.

    O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve variação negativa de 0,4 por cento, para 1.088 reais, e a renda dos assalariados caiu 0,6 por cento, para 1.160 reais.

    O emprego aumentou em todos os setores pesquisados: Serviços (+5,4 por cento), Construção civil (+14,3 por cento), Indústria (+3,9 por cento) e Comércio (+2,6 por cento).

    As regiões apuradas são Distrito Federal, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará seu índice de desemprego no país na quinta-feira.

    O Seade e o Dieese acrescentaram que na região metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego ficou estável em 13,6 por cento em fevereiro.

    Segundo os institutos, o movimento surpreendeu, já que nessa época do ano a taxa costuma subir.

  5. O desenvolvimento tecnologico e o seu critico.

    O desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação possibilitou, e é em parte responsável, por profundas mudanças no processo produtivo. O modelo fordista, caracterizado pela produção em série e homogênea e rígida hierarquia de funções vem sendo substituído, principalmente nas duas últimas décadas, por um modelo de empresa mais flexível, automatizada e que tem como base fundamental a tecnologia da informação.
    Esse processo de mudança encontra-se em curso principalmente nos países desenvolvidos, mas já vem trazendo diversas conseqüências ao mercado de trabalho no Brasil. As novas máquinas exigem treinamento e dependem de poucos funcionários. Além da redução de postos de trabalho, as exigências com atualização e treinamento excluem milhares de trabalhadores da possibilidade de preencherem as vagas ainda disponíveis, o que contribui, de certo modo, para o aumento do desemprego.
    “O nível de desemprego que enfrentamos no Brasil não está diretamente relacionado com as novas tecnologias. Em nosso país, o desemprego está, acima de tudo, vinculado com a falta de crescimento econômico. No entanto, em alguns setores, a adoção de novas tecnologias reforça esse desemprego”, afirma Waldir Quadros, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit). “Em alguns países centrais, o desenvolvimento de novas tecnologias pode até gerar empregos. O Brasil, porém, não gera essas tecnologias, mas se apropria de inovações desenvolvidas por outros países. A importação desses equipamentos contribui para criar novos empregos apenas nos países fornecedores”, compara.
    De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o índice de desemprego atingiu, em janeiro passado, 5,6% da População Economicamente Ativa (PEA), que está em torno de 18,1 milhões de pessoas. Ou seja, cerca de 1,02 milhões de pessoas encontravam-se desempregadas naquele mês. Além do grande número de trabalhadores desempregados, também é preciso considerar a alta taxa de pessoas que vivem de empregos informais. Os sub-empregados, que somam cerca de 26,6% da PEA, não possuem registro em carteira e, por isso, são privados dos direitos sociais.

    A automação e as novas tecnologias de informação exigem constante atualização profissional.
    Nem mesmo o profissional qualificado está isento de pressões. Para manter-se no emprego, o trabalhador com alto nível de instrução necessita de constante atualização. O medo de enfrentar o desemprego faz com o trabalhador busque qualificação por conta própria, o que exime as empresas, em muitos casos, de investirem em seus funcionários. “As empresas estão exigindo qualificação de seus funcionários para manipular as novas tecnologias, mas tendem a achar que o trabalhador tem a obrigação de se qualificar com seu salário e fora do período de expediente. Desse modo, muitas empresas estão abrindo mão da responsabilidade social de qualifica-los”, explica o professor Waldir Quadros.
    Outra pesquisa realizada pelo IBGE, em abril de 1996, nas seis maiores regiões metropolitanas do Brasil comparou a situação daquele ano com a de 1991 e possibilitou uma análise das conseqüências da adoção de novas tecnologias nas empresas. O objetivo era investigar a mobilidade dos indivíduos com mais de 20 anos entre os setores de atividade e apresentou os seguintes resultados: “Nos anos 90, assistiu-se a um aumento de produtividade bem superior a dos anos 80. O setor industrial liderou o processo de automação e reestruturação produtiva, cujo objetivo é reduzir os custos de produção e aumentar a competitividade internacional, mas os avanços tecnológicos se fizeram presentes em todos os setores de atividade. Até o setor de serviços que tradicionalmente absorvia mão-de-obra liberada pela indústria foi invadido por novas tecnologias, como a da informática. No caso do Brasil, as mudanças nos anos 90 foram no sentido de aumento do trabalho ilegal (sem carteira de trabalho assinada) e informal (trabalho autônomo ou por conta própria), mais representativos nos setores da construção civil, do comércio e de serviços”.
    Uma pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) em negociações coletivas de trabalho realizadas entre 1993 e 1995 no Brasil, revelou que poucos destes contratos mencionaram os investimentos empresariais em educação, qualificação, treinamento e reciclagem do trabalhador. Além disso, foi constatada a grande dificuldade dos trabalhadores e dos sindicatos em conquistarem direitos que assegurem a sua participação no processo de adoção de novas tecnologias pelas empresas. De acordo com o Dieese, essa dificuldade pode ser compreendida pelas motivações que levam os empregadores a investir em inovações tecnológicas, que são de buscar maior produtividade e também controle sobre o processo de trabalho.
    A necessidade crescente de capacitação e qualificação diferenciada dos profissionais impõe novas exigências ao processo educativo. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, no Brasil, são 17.539 instituições que desenvolvem atividades de qualificação e requalificação profissional, sendo que destas, 6954 encontram-se no estado de São Paulo. Nesse contexto, escolas e universidades desempenham papel fundamental.
    As novas tecnologias da informação e comunicação afetam os currículos escolares e a formação e atuação do professor – que se vê obrigado a atualizar-se em relação às novas mídias para acompanhar a dinâmica de obtenção de informação e de transformação desta em conhecimento.
    Nesse processo, a educação a distância soma-se ao ensino presencial, ao superar distâncias e ampliar o acesso ao conhecimento. “Hoje é preciso repensar com urgência os projetos de ensino e de formação, integrando a perspectiva complexa da distância”, analisa o professor Jacques Vigneron, da Universidade Metodista de São Paulo.
    Apesar da necessidade do profissional buscar atualização e treinamento, a qualificação dos trabalhadores não garante a inserção das pessoas no mercado de trabalho ou mesmo a queda no nível de desemprego. “A qualificação não gera emprego, apesar de ela ser essencial a todo profissional. Na década de 90 observa-se um avanço no nível de escolaridade, mas também um avanço no desemprego. Individualmente, o profissional qualificado possui vantagens, porque vai ocupar o lugar de um trabalhador menos favorecido”, avalia o professor Waldir Quadros.
    Em alguns setores, porém, o uso de ferramentas de informação e comunicação possibilitam o surgimento de algumas novas ocupações, em detrimento de inúmeras outras que são eliminadas. É o caso de profissionais que trabalham com a Internet, como programadores, web-designers, administradores de redes, jornalistas e outros profissionais que lidam com conteúdos na web e especialistas em marketing.
    Teletrabalho – Em países desenvolvidos, o uso das tecnologias da Comunicação e da Informação está propiciando o surgimento de novas profissões e categorias de trabalho. Além de horas mais flexíveis e mudanças nos locais e espaços de trabalho, torna possível a existência do teletrabalho. O teletrabalho consiste na utilização de ferramentas tecnológicas – entre elas, telefone, fax, secretária eletrônica, computador, correio eletrônico, celular, pager e em alguns casos, a visiofonia e a teleconferência – como suporte à realização de tarefas.
    De acordo com autor Thierry Breton, o teletrabalho se realiza a distância, longe do lugar aonde se espera, fora de qualquer possibilidade de o superior hierárquico controlar a execução do trabalho realizado. Além disso, este trabalho se realiza graças a ferramentas informatizadas de telecomunicação e implica, necessariamente, a transmissão dos dados por meio de uma ou várias tecnologias de comunicação.
    No Brasil, o teletrabalho começou a aparecer recentemente, porém de forma limitada e em apenas alguns setores, geralmente ligados ao trabalho informal e autônomo ou a cargos de altos executivos e alguns profissionais liberais. O mais comum é o trabalho em casa. Há também os escritórios de proximidade, alugados pelas empresas para evitar longos percursos até a sede. Além do trabalho nômade, desenvolvido por executivos e realizado a partir de qualquer lugar do mundo. No Brasil, a atual legislação trabalhista não prevê a existência nem regulamenta esse tipo de atividade.
    As conseqüências do teletrabalho são inúmeras tanto para empregadores quanto para empregados. Muitos alertam que ele pode contribuir para o isolamento das pessoas, com as de jornadas excessivas de trabalho e para o enfraquecimento de reivindicações trabalhistas. Por outro lado, alguns pesquisadores são otimistas quanto a seus resultados e acreditam que este é um dos caminhos para o futuro do emprego no mundo globalizado por contribuir para o aumento da produtividade, redução dos espaços físicos de trabalho e maior flexibilidade organizacional.

  6. Taxa de juros.

    Taxa de juro
    Segundo a economia, Taxa de juro é o chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo (e não através de decretos, por exemplo).
    Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras, por exemplo. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Como o Governo é o mais confiável pagador que um país pode ter (se assim não o for, o país está em forte crise econômica), emprestar para outros representa um risco maior (pode ser um pouco maior ou muito maior). Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.
    Baixar muito as taxas de juros pode provocar, dependendo da situação do país, inflação. Grosso modo, a redução das taxas provoca um aumento do consumo, já que fica mais fácil financiar bens. Assim, se um país não está preparado para esse aumento de demanda, os bens podem escassear e provocar um aumento de preços. Em Economia, uma regra básica é: quanto mais difícil de encontrar um produto, mais seu preço tende a subir.
    A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos. O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros. De forma inversa, ao comprar títulos o governo diminui a oferta de títulos no mercado e eleva o preço destes, aumentando a oferta de moeda na economia e por conseqüência baixando a taxa de juros. O aumento da taxa de juros ou a queda da taxa de juros tem impacto na economia na medida em que interfere na expectativa de lucro dos empresários através da demanda agregada.

    Spread

    Spread bancário refere-se a diferença entre o preço de compra (procura) e venda (oferta) da mesma ação ou transacção monetária. Por exemplo, se comprarmos uma ação da seleção do Togo, por exemplo a 10 centavos, e vendemos a 1 real, temos um spread de 1/0,1. Grande parte do lucro obtido pelos corretores de títulos advém desta diferença.

    .
    O “spread” de Juan Manuel Wernicke

    Diferencial entre as taxas activas e passivas!
    onde,
    ic corresponde às taxas de juros das operações activas, relativas às operações de crédito concedidas pelos bancos;

    ip corresponde às taxas de juros das operações passivas

    p corresponde à taxa esperada de créditos não reembolsáveis que se pode considerar como a “taxa de prémio de risco”

    c corresponde ao custo de financiamento (com uma margem que garanta o lucro da actividade bancária)

    Taxa de juro nominal

    A taxa de juro nominal é a taxa que obrigatoriamente deve ser indicada em todos os contratos de crédito ou nas aplicações e corresponde ao período de um ano.

    Taxa de juro efectiva

    Taxa de juro efectiva – Quando existem capitalizações dentro do período da taxa normal, esta não reflecte o valor efectivo da taxa. Assim, torna-se necessário converter a taxa nominal em taxa efectiva.

    Uma taxa de juro é considerada nominal quando o prazo de incorporação de juros não coincide com aquele que a taxa se refere. É comum no dia-a-dia apresentar a taxa nominal, porém para o cálculo dos juros é utilizada a taxa efetiva

    Taxa de juro directora

    A taxa directora pode ser vista como a taxa de juro à qual cada Banco Central empresta dinheiro aos bancos comerciais. Na prática, cada banco central pode utilizar várias taxas “directoras”, com funções semelhantes na política monetária, mas normalmente apenas se refere a mais importante.
    Por exemplo, a principal taxa do Banco Central Europeu é a refi, enquanto no caso da Reserva Federal norte-americana é a Federal Funds Rate Target.
    Por efeito dominó, a taxa directora vai influenciar o nível de todas as outras taxas de juro na economia. Deste modo, esta taxa funciona como um instrumento para incentivar ou diminuir os empréstimos, para estimular as aplicações com risco, os investimentos das empresas e, no final, tentar controlar a inflação e o ritmo de crescimento económico.

  7. A Crise da Economia enquanto Crise do

    Tenho participado de vários debates nos últimos anos sobre a crise do desemprego no Brasil e, em geral, costumo iniciar minhas palestras por dar uma visão ampla da situação do mercado de trabalho. A razão para isso é que o problema do desemprego vinha sendo sistematicamente confundido pelas estatísticas e mascarado pelo discurso oficial, de forma que os não iniciados, fora da própria percepção direta da crise no seu mundo de relações pessoais, não tinham uma dimensão clara, quantitativa, sobre o que estava efetivamente acontecendo no mercado de trabalho brasileiro como um todo.

    Algumas semanas atrás, a televisão exibiu as filas quilométricas de 131 mil candidatos a garis da Comlurb, no Rio, disputando avidamente, durante uma semana, um lugar no cadastro de pretendentes a mil e quinhentas vagas de um salário de R$ 610 por mês. Vendo a reportagem, imaginei comigo mesmo que seria dispensável, nas próximas palestras, mostrar a dimensão trágica do desemprego no Brasil, pois nada podia haver de mais pedagógico, mais ilustrativo, mais definitivo sobre o assunto do que aquele “espetáculo de desemprego” dando volta por alguns quarteirões na cidade.

    Entretanto, pouco depois, o ministro Jaques Wagner, do Trabalho, veio a público esclarecer que o desemprego no Brasil era mais “alarme do que drama”. E mais: segundo ele, o anúncio do cadastramento dos candidatos a gari, muitos com curso superior, tinha sido uma irresponsabilidade da Comlurb! Não entendi muito bem onde estava a irresponsabilidade, mas achei conveniente que, além de insistir na dimensão do desemprego, eu devia incluir nesta palestra alguns tópicos a propósito da dimensão política do desemprego – além da dimensão social, da dimensão ética e da dimensão propriamente econômica.

    Comecemos pela dimensão quantitativa. A taxa oficial de desemprego no Brasil é a taxa média calculada pelo IBGE para desocupados nas seis maiores regiões metropolitanas. Em junho, atingiu 13%. Entretanto, para o país como um todo, o desemprego do Censo de 2000 – que não é amostra, mas conta por um – atingiu 15,04%, ou cerca de 12 milhões de brasileiros. Considerando que, de lá para cá, o desemprego continuou aumentando, estimo que a taxa real para o País esteja hoje em torno de 17%. Entre os jovens, para algumas regiões, está em mais de 40%. Em São Paulo, segundo o IBGE, a média é 21%. É uma taxa de depressão. Para que tenham uma idéia, a taxa de desemprego nos Estados Unidos, no auge da Grande Depressão dos anos 30, a maior crise de desemprego na história do capitalismo, alcançou 26% – apenas cinco pontos percentuais além de onde estamos na nossa principal metrópole.

    É uma tragédia social com profundas implicações políticas. No Governo Fernando Henrique essa tragédia foi mantida escondida por manipulação estatística, o que pode ter apaziguado a consciência do antigo Governo em relação ao problema, mas não pôde evitar uma acachapante derrota nas eleições presidenciais do ano passado: vocês se lembram de que, no primeiro turno, mais de 75% dos eleitores votaram em candidatos da oposição, sendo que o principal deles, Lula, destampou a crise no mercado de trabalho com a promessa de geração de 10 milhões de empregos em seu mandato.

    Se vocês se recordam das pesquisas de opinião prévias às eleições, saberão que a esmagadora maioria dos eleitores apontava o desemprego como o mais grave problema do País. É um ponto importante, pois estabelece a conexão entre crise social e efeito político-eleitoral. Essa conexão apareceu pela primeira vez na História, claramente, quase 70 anos atrás, nos principais países capitalistas, na Grande Depressão. A aguda crise social desdobrou-se, então, em quatro vertentes de alternativa política: o fascismo italiano, o nazismo alemão, a social democracia sueca e o New Deal norte-americano.

    É interessante notar que a saída propriamente econômica para a crise não diferiu muito entre esses países. Todos aplicaram o receituário que, mais tarde, seria racionalizado pelo economista inglês John Maynard Keynes. Em termos estritamente econômicos, todos tiveram êxito. Entretanto, por razões óbvias, foi o sucesso norte-americano do New Deal, o país hegemônico, que marcou uma nova etapa em nossa civilização. Nos 25 anos do pós-guerra, as políticas keynesianas de pleno emprego se generalizaram pelo mundo capitalista avançado e foram responsáveis, em última instância, pelo mais prolongado período de prosperidade social e econômica na História. Também nós, da América Latina, participamos do festival de prosperidade, através das chamadas políticas desenvolvimentistas – com ênfase menor no social, e talvez por isso com muito maior instabilidade política.

    Qual a realidade sociológica que esteve por trás desse processo, e qual a analogia que se pode fazer com a situação brasileira hoje? Ciclos de alto desemprego foram comuns no capitalismo dos século xIx e início do xx, e, embora nenhum deles sendo da profundidade da Grande Depressão, revelavam dramas sociais terríveis. No entanto, por que em geral não tinham consequências políticas maiores? A razão era simples: fora dos Estados Unidos e, em parte, da França, a maioria dos trabalhadores era pobre, e pobre não tinha direitos políticos, não votava. Também a mulher não participava do corpo político, não obstante ser mulher a metade da população, e grande vítima do desemprego mesmo quando não participava do mercado de trabalho.

    A Grande Depressão não foi apenas a maior crise de desemprego da História, mas também a primeira crise de desemprego nas grandes democracias ocidentais que se abateu sobre um eleitorado constituído principalmente por trabalhadores e suas mulheres, vítimas diretas ou ameaçados pelo desemprego. O corpo político havia mudado. Não levar em conta os interesses objetivos do eleitorado era um suicídio político certo. Nos Estados Unidos essa situação era mais clara, não só pela tradição democrática do País, mas pela profundidade do desastre social. E foi justamente nos Estados Unidos que a reação política foi mais vigorosa.

    Costumo dizer que o New Deal foi a maior revolução política no século xx, mais importante, por suas consequências permanentes, que a Revolução de Outubro na Rússia. Ele abriu para a humanidade a verdadeira terceira via, uma alternativa entre o pleno emprego sem liberdade política da União Soviética, e a liberdade política com alto desemprego do liberalismo econômico tradicional norte-americano. Na perspectiva de hoje, sobretudo entre economistas, há uma tendência a subestimar as conquistas do New Deal, atribuindo-as principalmente à guerra. É um equívoco. A revolução de Roosevelt foi uma revolução política. Para levá-la adiante, ele enfrentou uma feroz resistência do stablishment liberal norte-americano, da mídia, do Congresso, da Suprema Corte, dos banqueiros de Nova Iorque. Só ganhou porque teve o suporte firme da maioria da opinião pública, e a opinião pública só deu esse suporte porque reconheceu avanços objetivos na política.

    A essência da economia política do New Deal – e que caracterizou também o Novo Plano alemão e o plano social democrata da Suécia – consistiu na mudança do eixo de acumulação capitalista do sistema financeiro especulativo que prevalecia no liberalismo para o sistema produtivo que veio a prevalecer sob o capitalismo regulado. Partia de uma constatação simples, mais tarde racionalizada por Keynes: se, na depressão, havia, de um lado, empresas com muito dinheiro em caixa sem investir, e, de outro, multidões de desempregados que não tinham dinheiro para comprar os produtos que estavam sobrando nas empresas, era preciso criar, por algum meio, poder de compra ou demanda efetiva nova na economia – e a única força autônoma capaz de fazer isso seria o Estado, através de dispêndio público deficitário.

    Não era uma receita fácil de ser aceita pelos liberais econômicos. Na campanha presidencial de 32, não só Hoover, o presidente da depressão, mas também Roosevelt, que se tornaria o presidente do New Deal, comprometeram-se com a pedra de toque do discurso conservador, o orçamento equilibrado – muito parecido com o que aconteceu com Lula e outros candidatos de oposição na campanha de 2002, que também se comprometeram com a política fiscal, não de equilíbrio, mas de superávit primário. A diferença é que Roosevelt, uma vez eleito, percebeu muito rapidamente que insistir na contenção orçamentária seria um desastre, propondo, contra a opinião conservadora corrente e sua própria promessa de campanha, grandes déficits orçamentários sucessivos.

    Como isto funciona, da perspectitva econômica? O desemprego e a ociosidade nas fábricas (assim como os R$ 700 bilhões que giram no over) são indicações diretas de que a produção efetiva da economia está num nível inferior a seu potencial de produção. Esse potencial não pode ser plenamente utilizado pelos empresários porque não há demanda para a produção. Os preços caem (deflação) e o investimento se reduz, gerando mais desemprego. A única forma de reverter esse quadro é pelo dispêndio público deficitário, o estímulo ao crédito e a redução de impostos. Note-se que há de ser dispêndio deficitário, porque, se for gasto público coberto por tributo, o que o Estado põe na economia, de um lado, acaba retirando (via tributo) de outro.

    O gasto do Estado converte-se em demanda privada, a demanda privada estimula o investimento, o investimento gera emprego, o emprego aumenta mais a base de crédito e a demanda, e assim por diante. Como se partia de uma situação de deflação, não havia risco de aumento dos preços com a reativação da demanda. Isso só viria a acontecer nas vizinhanças do pleno emprego, o que poderia ser controlado, seja pela política fiscal (aumentando impostos), seja via política de rendas – controlando preços e salários. Quanto ao aspecto fiscal, a própria recuperação da economia se encarregaria de levar a um aumento da receita tributária, reduzindo e eventualmente eliminando o déficit.

    Retornarei a este ponto adiante, quando enfocar o imperativo de uma política de pleno emprego de estilo keynesiano no Brasil. Entretanto, vocês poderão estar curiosos para saber por que um sistema que funcionou tão bem, no quarto de século de ouro do capitalismo, tenha sido abandonado a partir dos anos 70, sobretudo na Europa, em favor do neoliberalismo – embora não nos Estados Unidos. A meu ver, a razão é, de novo, sociológica. O corpo político nos países industrializados europeus mudou profundamente desde a guerra. O desemprego já não era problema. As classes médias afluentes passaram a dominar o corpo político e, num certo sentido, assumiram a perspectiva conservadora, sobretudo no que diz respeito ao medo da inflação.

    O estado do bem estar social, nesses países, acabou vítima de seu próprio êxito. A proteção às camadas sociais inferiores e ao próprio desempregado tornou-se tão ampla que o desemprego passou a ser visto como um problema menor que a instabilidade financeira. Fatores propriamente econômicos, por outro lado, desencadearam uma inflação persistente ao longo dos 70, agravada pelo fim do acordo de Bretton Woods de paridades fixas entre as principais moedas, gerando grande instabilidade monetária. Diante disso, políticas de pleno emprego, consideradas inflacionárias, foram abandonadas em nome de políticas de restrições fiscais e monetárias, características de neoliberalismo.

    No quadro europeu, a tendência foi reforçada por razões políticas, tendo em vista o projeto de unidade econômica e política. Coincidindo com a quase total hegemonia dos partidos conservadores e neoliberais nas principais economias européias, o projeto de União foi cristalizado segundo as linhas da ortodoxia econômica, na medida em que a ortodoxia era apresentada como a única âncora de uma política econômica prudente comum, pela qual todos os parceiros deveriam alinhar-se. Este contexto foi sacramentado pelo Tratado de Maastricht, que estabelece uma rígida restrição aos déficits fiscais em qualquer circunstância, e pela criação do Banco Central Europeu independente, proibido de financiar os tesouros nacionais e de implementar políticas anticíclicas de expansão do crédito para estimular a demanda.

    Em razão dessa política econômica antikeynesiana, os mais populosos países europeus – Alemanha, França, Itália e Espanha – mergulharam numa letargia econômica desde os anos 80, com taxas de desemprego médias que estão hoje em torno de 10%. O economista Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, observa num livro fascinante, “Desenvolvimento como Liberdade”, que os europeus são mais tolerantes com o desemprego do que os norte-americanos. Ele não avança uma explicação, mas, a meu ver, a explicação é aquela apontada acima, de natureza sociológica. Apesar das altas taxas para padrões históricos, o desemprego europeu atinge uma parte ainda pequena de um corpo político dominado por neoliberais afluentes, independentemente de partidos políticos.

    Aqui volto ao caso brasileiro, para retomar o fio da conexão entre crise social e mudança política. Historicamente, tivemos desenvolvimentismo no pós-guerra, mas nosso estado do bem estar social ficou a meio caminho. Além disso, a partir do início dos anos 80, mergulhamos numa crise de crescimento, com taxas medíocres pouco acima de 2% ao longo de duas décadas. O resultado disso foi, entre outras coisas, taxas de desemprego sem precedentes em nossa História a partir da segunda metade dos anos 90. No campo político, porém, tivemos avanços realmente significativos. A Constituição de 88 – Constituição cidadã, de Ulysses Guimarães – expandiu os direitos de cidadania até limites antes inimagináveis, abarcando desde menores de 16 anos a analfabetos.

    Qual é a constituição majoritária, hoje, de nosso corpo político? É de classes médias, classes médias baixas, pobres, analfabetos. Todos, bem ou mal, participam do processo político. É, no entanto, este corpo majoritário de cidadãos que é atingido diretamente pelas altas taxas de desemprego, pelo subemprego, pela falta de perspectiva de vida. É esse quadro sociológico – não meramente o paralelo econômico – que tenho em vista quando imagino a pertinência, para nós, do exemplo do New Deal, assim como a falta de pertinência sociológica do neoliberalismo como modelo de economia política no Brasil contemporâneo.

    Foi uma combinação de pressões da comunidade financeira externa e de subserviência interna das elites dirigentes, indiferentes à realidade sociológica brasileira, que nos empurrou para a economia política neoliberal nos anos 90. Entretanto, pelas razões indicadas, trata-se de um modelo político instável. Em outros países da América do Sul similares ao nosso, como Argentina, Peru, Venezuela e Equador, graves crises políticas ocorrreram recentemente quando a taxa de desemprego ultrapassou 14%. No Brasil, a reação política veio justamente com a eleição do presidente Lula. A crise social continua, porém. Se não for revertida, acabará inevitavelmente em crise política, como mostram as analogias históricas já referidas. E isso independentemente do carisma do nosso Presidente.

    A saída dessa crise está numa política de promoção do pleno emprego, o New Deal brasileiro. De que se trata, essencialmente? A política de pleno emprego se caracteriza por duas vertentes, uma fiscal, via dispêndio público deficitário, outra monetária, via redução do custo e ampliação das disponibilidades de crédito. Os empresários, que tendem a ser extremamente conservadores do ponto de vista fiscal (e em parte têm razão, pois a carga fiscal está realmente alta em confronto com o serviço público: 36%), insistem muito na redução da taxa de juros. Porém, eles devem ser advertidos para o fato de que crédito gera obrigação, e quando a maioria está desempregada ou com medo de perder o emprego, adianta muito pouco para ativar a demanda agregada oferecer crédito barato.

    A força principal de criação de demanda nova é, pois, o dispêndio público inicialmente deficitário, e, na medida em que esse dispêndio for dirigido para a oferta pelo Estado de bens e serviços essenciais, temos um efeito duplo de geração de emprego, um direto – via ampliação da oferta do serviço -, e outro indireto – via demanda de bens e serviços dos novos empregados contratados pelo Estado. Aqui, contudo, é preciso afastar logo um dos mais insistentes fetiches que os neoliberais disseminaram nos últimos anos. O fetiche de que o Estado brasileiro é perdulário e emprega muito. Não vou entrar em detalhe, mas vou lembrar que o emprego público no Brasil como porcentagem do emprego total, segundo o Censo de 2002, era 8,56% – contra 15,7% nos Estados Unidos e 27% na França. Mais ilustrativo é o fato de que, na idade de ouro do capitalismo, nos 25 anos do pós-guerra, entre os países industrializados, de cada 10 empregos criados, seis o eram no setor público. Não deve surpreender porque a principal característica do estado de bem estar social é um serviço público de qualidade e em quantidade suficientes.

    Um confronto entre essa política sugerida e a política econômica em curso dá uma indicação do caráter regressivo desta. Desde 1999 que o Governo vem realizando superávit no orçamento primário, atualmente fixado em no mínimo 4,25% do PIB. O que significa isso? Significa que o Estado está retirando da sociedade mais recursos do que lhe está devolvendo sob a forma de demanda efetiva – compra de bens e serviços. Com este excedente forçado ele paga juros, e os juros não são devolvidos à produção por seus detentores privados porque a rentabilidade do over supera à da maioria das atividades produtivas, além de que não há demanda de investimentos.

    Isso, como podem notar, é o exato oposto da economia de pleno emprego. É, de fato, uma economia de desemprego. Em vez de criar demanda autônoma, o Estado retira demanda da economia e esteriliza os recursos. Em vez de empregar diretamente, desemprega. Em vez de estimular o investimento produtivo, premia o investimento estéril. Nesse contexto, nunca haverá recursos para recuperar os serviços públicos, por maior que seja sua essencialidade objetiva. Mais importante é atender os compromissos com o FMI, pois destes depende a credibilidade da economia, e a credibilidade da economia é o condão ideológico central da atual economia política: é ela que atrai capitais externos, e os capitais externos são o instrumento do desenvolvimento exclusivo, na visão neoliberal.

    Evidentemente que o atual Governo não embarcou na continuidade da política neoliberal como caso pensado. Havia pouca margem para fazer outra coisa no curto prazo. Contudo, dentro das nossas condições sociológicas, ele terá que mudar muito rapidamente, se não quiser enfrentar crises políticas de proporções catastróficas. A forma como acredito que os movimentos sociais poderão constituir o ponto de suporte para uma mudança é sua unificação em torno da proposta de uma política de pleno emprego. No caso de vocês, jovens universitários, isso é cristalino: a crise da economia e a crise do setor público é uma crise de desemprego, e só se reverterá com uma política de pleno emprego. Não tenham dúvida, porém: a resistência neoliberal será feroz, aqui e lá fora, tão feroz quanto foi a resistência ao New Deal nos Estados Unidos nos anos 30.

    A razão objetiva para essa unificação é evidente: entre os privilégios das elites financeiras e as sobras que vão sendo arrecadadas para os miseráveis do Fome Zero, estabeleceu-se uma estranha aliança entre o pico e a base da pirâmide social, com as classes médias, no meio, sendo estranguladas. Os empregados do setor privado ou perdem emprego, ou perdem renda, ou perdem ambos; os empregados do setor público perdem renda e perdem direitos; os servidores autenticamente preocupados com os rumos da educação e da saúde vêem esbarrar suas reivindicações de melhoria na rigidez do superávit primário; os empresários estão espremidos entre a falta de demanda e a exorbitância dos juros; os jovens – e aqui devíamos parar todos para um momento de reflexão – não têm perspectiva de vida; a infra-estrutura econômica a carga do setor público está destroçada.

    Estes são múltiplos aspectos de uma mesma crise econômica, e, contra ela, só existe uma saída reestruturante: a política de pleno emprego. Não vou descer a detalhes econômicos para descrevê-la, mas me deterei num ponto, tendo em vista a justificativa maior em que se apoiou Fernando Henrique para nos impor a recessão punitiva dos últimos oito anos: a inflação. Não existe incompatibilidade absoluta entre uma política de pleno e o controle da inflação. Quando se sai de uma situação de alto desemprego, a demanda está deprimida, por definição, e evidentemente ela não vai explodir de uma vez. Eventualmente, haverá pontos de estrangulamento e inflação de custos, mas o Governo pode recorrer a controles diretos para combatê-la. Ademais, nas vizinhanças do pleno emprego, e não antes, o Governo pode recorrer a medidas fiscais – como, por exemplo, o aumento de tributos – para conter o excesso de demanda agregada. Eventualmente, pode recorrer também a políticas de rendas pactuadas, como foi a norma na Europa industrial no pós-guerra. Esta, de qualquer forma, é uma doença de prosperidade, que deveríamos torcer por apanhar.

    Lançamos ontem no âmbito do Eneco o Forum Nacional pelo Pleno Emprego. É simbólico, porque os jovens são as vítimas maiores da falta de perspectiva no mercado de trabalho. Esperamos reunir os empregados da iniciativa privada, os funcionários públicos, outras categorias profissionais além de economistas, os engenheiros, os sociólogos, os educadores, o pessoal de saúde. O Governo Lula precisa saber que contará com o respaldo da maioria da sociedade para romper com os liames que herdou do Governo Fernando Henrique, que nos amarrou na mais regressiva das políticas, no interesse exclusivo das elites financeiras. Acho que podemos conquistar essa virada, se fizermos com a economia o que se fez com a política nos anos da redemocratização: a unificação dos movimentos sociais em torno de uma proposta de interesse comum, por cima das especificidades e dos interesses particulares, a favor da esmagadora maioria da população e a favor do Brasil.

  8. Lula afirma que crise piora comércio mundial se atingir a Europa

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que, embora a crise econômica esteja restrita aos Estados Unidos, a situação poderá se complicar caso o quadro se estenda para a Europa. “Se a crise atingir a Europa, afeta o comércio mundial com muito mais rigor”, afirmou.

    Lula reafirmou que a economia brasileira não preocupa em meio à turbulência. “A crise é maior do que muitos acham, mas não é uma hecatombe”.

    O presidente afirmou ainda que não está preocupado com a possível queda das exportações para os EUA. Lula ressaltou que o Brasil diversificou sua balança comercial nos últimos anos e, portanto, não é tão dependente das compras americanas. “Eu acho que o Brasil atravessa 2008 de forma tranqüila”, disse

    O presidente participa nesta quinta-feira de um jantar na casa do presidente da Vale, Roger Agnelli acompanhado da primeira-dama da República, Marisa Letícia, do governador do Rio, Sérgio Cabral, e da primeira-dama fluminense, Adriana Ancelmo.

    Mais cedo, em Brasília, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que está tranqüilo em relação às turbulências nos mercados internacionais. Segundo ele, o Brasil está ‘blindado’.

    ‘O Brasil está muito blindado e vem resistindo de forma muito positiva. Os reflexos [da crise até o momento] são nesse sentido’, afirmou.

    Segundo ele, a administração da dívida pública conseguirá cumprir as metas estabelecidas no PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2008 mesmo com um cenário adverso

  9. OMC: crise enfraquece alta do comércio internacional

    PublicidadePor Jamil ChadeAgência Estado
    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.

    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

    Lamy garante que a crise internacional por enquanto não gerou uma redução de comércio e que o único efeito tem sido a queda no ritmo de crescimento. Alerta, porém, que medidas protecionistas podem surgir diante do cenário que políticos estão sendo obrigados a enfrentar. Para ele, mais do que nunca o mundo precisa reforçar suas regras comerciais para lutar contra essa situação.

    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.

  10. Conclusão.

    O objetivo desta tese foi o de analisar o comportamento do desemprego
    por nível de qualificação no Brasil. Para isso, foram investigadas as contribuições
    dos seguintes fatores: i) mudanças na demanda relativa por trabalho qualificado,
    ii) alterações na composição da PEA por qualificação, iii) mudanças na pressão
    salarial entre os grupos de qualificação, iv) choques agregados e v) mudanças na
    composição setorial da economia.

    O Mercado de Trabalho em C&T é serviço de cadastro nacional sobre oferta e procura de emprego qualificado, em nível universitário.

    A base de dados de mercado de trabalho tem como objetivo estimular a utilização, no setor de Ciência e Tecnologia, de recursos humanos especializados, facilitando sobremaneira a integração de docentes, pesquisadores, gestores, consultores e técnicos de nível superior e médio ao mercado de trabalho.

    Além disso, pretende contribuir para a divulgação de oportunidades de trabalho oferecidas por Instituições de Ensino Superior, Instituto de Pesquisa, Institutos Tecnológicos e órgãos similares. O serviço oferece ainda informações sobre profissionais sem vínculo empregatício que procuram oportunidades de trabalho.

    As oportunidades de trabalho são cadastradas por instituições parceiras do Prossiga, bem como pela equipe técnica do programa.

    Crise é qualquer alteração no curso normal de uma atividade provocada por fatores internos ou externos, ou até mesmo a conjunção de ambos.

    Entendemos por crise econômica aquela cuja caracterização se faz pelo resultado negativo entre o conjunto de bens e direitos (Ativo) do empresário confrontado com o total de suas obrigações (Passivo). Assim, o total do Ativo é inferior ao do Passivo resultando em um Patrimônio Líquido Negativo.

    Pode-se dizer que é crise de garantia. O total de recursos econômicos do empresário é insuficiente para liquidar todos os seus compromissos econômicos. Nesta situação, a garantia dos credores em receberem seus haveres é parcial, por conseguinte, o seu risco é maior.

    A crise econômica é desencadeada por razões estruturais que resultam no descompasso entre as receitas, os custos e as despesas de operacionalização do empreendimento. O volume de receitas não é suficiente para cobrir os custos e as despesas, daí resultando em prejuízos que corroem o patrimônio líquido da empresa.

    Ocorre o descompasso entre receitas e despesas pela utilização parcial da capacidade econômica do empreendimento, conhecido como faturamento abaixo do ponto de equilíbrio; pode ser decorrente do descontrole sobre os custos e as despesas; pode ser originário da má qualidade gerencial e definição estratégica; podem ser conseqüência da fixação irreal do preço de venda dos produtos, dentro outros.

    Em suma, muitas são as causas do prejuízo, mas uma só é a causa da corrosão patrimonial: prejuízos acumulados durante os anos.

    Ressalte-se que, sendo a empresa capaz de administrar um programa de financiamento competente poderá manter o empreendimento em atividade por alguns períodos, não obstante a existência de um patrimônio líquido negativo.

    Segundo a economia, Taxa de juro é o chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo (e não através de decretos, por exemplo).

    Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras, por exemplo. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Como o Governo é o mais confiável pagador que um país pode ter (se assim não o for, o país está em forte crise econômica), emprestar para outros representa um risco maior (pode ser um pouco maior ou muito maior). Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.

  11. Jéssica Caroline Pereira Nº 21 2º TA

    Mercado de trabalho
    O Mercado de Trabalho relaciona aqueles que procuram emprego e aqueles que oferecem emprego num sistema típico de mercado onde se negocia para determinar os preços e quantidades de um bem, o trabalho. O seu estudo procura perceber e prever os fenômenos de interação entre estes dois grupos tendo em conta a situação econômica e social do país, região ou cidade.
    Lei da Oferta e da Procura
    Talvez a característica mais marcante das relações econômicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas. Por outro lado se a procura é maior do que a oferta, a tendência é que o valor cobrado pelo o produto seja maior.
    Em termos de profissões pode-se dizer que quando existe a formação de excesso de profissionais e falta de procura desses profissionais não há um equilíbrio entre a oferta e a procura e ocorre o que se chama uma saturação de mercado, em que não existem suficientes postos de trabalho para absorver os profissionais.
    Conceitos
    Nesta secção estão reunidos alguns dos conceitos associados com o Mercado de trabalho.
    População ativa
    É o conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos (em Portugal) que constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços destinados ao circuito econômico (inclui os empregados e desempregados).
    População empregada
    É o conjunto de população que produz trabalho em troca de benefícios na forma de dinheiro ou outro.
    População desempregada
    É o segmento da população ativa que está privada involuntariamente de emprego e que procura emprego.
    Taxa de desemprego
    É a relação que existe entre o número de desempregados e de população ativa.
    Desemprego
    Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas. No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para a Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte.
    Tipos de desemprego
    Desemprego friccional
    O desemprego friccional resulta da mobilidade da mão-de-obra. Ocorre quando um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procurar outro. Também poderá ocorrer quando se atravessa um período de transição, de um trabalho para outro, dentro da mesma área (exemplo: construção civíl).
    Desemprego estrutural
    Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento. Existem duas causas para este tipo de Desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços e insuficiência de investimento em torno da combinação de factores produtivos desfavoravéis. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.
    O desemprego causado pelas novas tecnologias-como a robótica e a informática-recebe o nome de desemprego estrutural.Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção.Tanto nos países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, um dos mais graves problemas de nossos dias.
    O crescimento econômico, ou melhor, a ausência dele, tem sido apontado como o principal fator para os altos níveis de desemprego no Brasil. Naturalmente, se conseguíssemos manter altas taxas de crescimento econômico, o país sanearia o problema do desemprego conjuntural. Contudo, o desemprego estrutural, aquele em que a vaga do trabalhador foi substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos, não se resolve apenas pelo crescimento econômico. Aquele trabalho executado por dezenas de trabalhadores agora só necessita de um operador, ou melhor, dezenas de empregos transformaram-se em apenas um. É claro que se a economia estiver aquecida será mais fácil para estes trabalhadores encontrarem outros postos de trabalho. É comum associar o desemprego estrutural ao setor industrial. Este setor deixa mais evidente a perda de postos de trabalho para máquinas ou novos processos de produção, porém isto ocorre também na agricultura e no setor de prestação de serviços. Em muitos lugares, inclusive no Brasil, culpou-se a tecnologia (que estaria roubando empregos e condenando os trabalhadores à indigência). Não há dúvida de que a tecnologia participa do processo, mas é um equívoco condená-la como a vilã do desemprego estrutural. A invenção do tear mecânico, da máquina a vapor ou do arado de ferro foram marcos que resultaram em um aumento significativo da produtividade e conseqüente redução de custos, permitindo a entrada de um enorme contingente de excluídos no mercado consumidor. Da mesma forma que sentimos hoje, o emprego sofreu impacto destes inventos de pelo menos 150 anos.
    Desemprego conjuntural
    Existem duas formas de designar o desemprego conjuntural, sendo que ambas estão conectas, desemprego cíclico ou conjuntural. Este resulta da variação cíclica da vida econômica, isto é, das épocas de expansão ou “boom” e das épocas de recessão da economia. Existe uma tendência secular de variações sazonais ou cíclicas que têm uma duração de 3 anos.
    É aquele em que a demissão é ocasionada, na maioria das vezes, por crises passageiras. Portanto a demissão é temporária, uma vez que, superada a crise, o emprego é novamente ofertado.
    Crise no Comércio Internacional
    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.
    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.
    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.

    Taxa de juro
    Segundo a economia, Taxa de juro é o chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo.
    Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Como o Governo é o mais confiável pagador que um país pode ter (se assim não o for, o país está em forte crise econômica), emprestar para outros representa um risco maior (pode ser um pouco maior ou muito maior). Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.
    Baixar muito as taxas de juros pode provocar, dependendo da situação do país, inflação. Grosso modo, a redução das taxas provoca um aumento do consumo, já que fica mais fácil financiar bens. Assim, se um país não está preparado para esse aumento de demanda, os bens podem escassear e provocar um aumento de preços. Em Economia, uma regra básica é: quanto mais difícil de encontrar um produto, mais seu preço tende a subir.
    A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos. O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros. De forma inversa, ao comprar títulos o governo diminui a oferta de títulos no mercado e eleva o preço destes, aumentando a oferta de moeda na economia e por conseqüência baixando a taxa de juros. O aumento da taxa de juros ou a queda da taxa de juros tem impacto na economia na medida em que interfere na expectativa de lucro dos empresários através da demanda agregada.
    A taxa de juro nominal – é a taxa que obrigatoriamente deve ser indicada em todos os contratos de crédito ou nas aplicações e corresponde ao período de um ano.
    Taxa de juro efectiva – Quando existem capitalizações dentro do período da taxa normal, esta não reflecte o valor efectivo da taxa. Assim, torna-se necessário converter a taxa nominal em taxa efectiva.
    A taxa directora pode ser vista como a taxa de juro à qual cada Banco Central empresta dinheiro aos bancos comerciais. Na prática, cada banco central pode utilizar várias taxas “directoras”, com funções semelhantes na política monetária, mas normalmente apenas se refere a mais importante.

    Conclusão

    Ao desenvolver este trabalho conclui que.
    •Mercado de Trabalho é quando relaciona pessoas que procuram emprego e aqueles que oferecem emprego, negociam para determinar o que fazer, os preços, quantidades de um bem, enfim o trabalho.
    •Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego.
    •A crise no Comércio Internacional afeta o comércio.
    •Taxa de Juros, é chamado de custo do dinheiro.A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo. A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos

    Bibliografia
    http://www.wikipedia.com.br

  12. Dayane Kichel Da Silva

    Dayane Kichel nº12 2ºTA

    Mercado de trabalho

    Lei da Oferta e da Procura
    Talvez a característica mais marcante das relações econômicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas. Por outro lado se a procura é maior do que a oferta, a tendência é que o valor cobrado pelo o produto seja maior.
    Em termos de profissões pode-se dizer que quando existe a formação de excesso de profissionais e falta de procura desses profissionais não há um equilíbrio entre a oferta e a procura e ocorre o que se chama uma saturação de mercado, em que não existem suficientes postos de trabalho para absorver os profissionais.
    Conceitos
    Nesta secção estão reunidos alguns dos conceitos associados com o Mercado de trabalho.

    Desemprego
    Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas. No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para a Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte.

    Crise no Comércio Internacional
    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.
    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.
    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.

    Taxa de juro
    Segundo a economia, Taxa de juro é o chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo.
    Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Como o Governo é o mais confiável pagador que um país pode ter (se assim não o for, o país está em forte crise econômica), emprestar para outros representa um risco maior (pode ser um pouco maior ou muito maior). Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.
    Baixar muito as taxas de juros pode provocar, dependendo da situação do país, inflação. Grosso modo, a redução das taxas provoca um aumento do consumo, já que fica mais fácil financiar bens. Assim, se um país não está preparado para esse aumento de demanda, os bens podem escassear e provocar um aumento de preços. Em Economia, uma regra básica é: quanto mais difícil de encontrar um produto, mais seu preço tende a subir.
    A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos. O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros. De forma inversa, ao comprar títulos o governo diminui a oferta de títulos no mercado e eleva o preço destes, aumentando a oferta de moeda na economia e por conseqüência baixando a taxa de juros. O aumento da taxa de juros ou a queda da taxa de juros tem impacto na economia na medida em que interfere na expectativa de lucro dos empresários através da demanda agregada.
    A taxa de juro nominal – é a taxa que obrigatoriamente deve ser indicada em todos os contratos de crédito ou nas aplicações e corresponde ao período de um ano.
    Taxa de juro efectiva – Quando existem capitalizações dentro do período da taxa normal, esta não reflecte o valor efectivo da taxa. Assim, torna-se necessário converter a taxa nominal em taxa efectiva.
    A taxa directora pode ser vista como a taxa de juro à qual cada Banco Central empresta dinheiro aos bancos comerciais. Na prática, cada banco central pode utilizar várias taxas “directoras”, com funções semelhantes na política monetária, mas normalmente apenas se refere a mais importante.

    Conclusão

    Conclui que

    >Mercado de Trabalho é quando relaciona pessoas que procuram emprego e aqueles que oferecem emprego…característica mais marcante das relações econômicas seja a lei da oferta e da procura que por explicar as tendências da procura e da oferta. Via de regra, quanto maior for a oferta de um produto ou de um serviço, se a procura se mantiver a mesma, menor será o valor cobrado por ele, pois a concorrência de mercado obriga a redução dos preços para tornar viável as vendas.
    >Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego.
    >A crise no Comércio Internacional afeta o comércio.
    >Taxa de Juros, é chamado de custo do dinheiro.A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo. A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos…O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros.

  13. DESEMPREGO
    Desemprego friccional
    O desemprego friccional resulta da mobilidade da mão-de-obra. Ocorre quando um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procurar outro. Também poderá ocorrer quando se atravessa um período de transição, de um trabalho para outro, dentro da mesma área (exemplo: construção civíl).
    Desemprego estrutural
    Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento. Existem duas causas para este tipo de Desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços e insuficiência de investimento em torno da combinação de factores produtivos desfavoravéis. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.
    O desemprego causado pelas novas tecnologias-como a robótica e a informática-recebe o nome de desemprego estrutural.Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção.Tanto nos países ricos quanto os pobres são afetados pelo desemprego estrutural, um dos mais graves problemas de nossos dias.
    O crescimento econômico, ou melhor, a ausência dele, tem sido apontado como o principal fator para os altos níveis de desemprego no Brasil. Naturalmente, se conseguíssemos manter altas taxas de crescimento econômico, o país sanearia o problema do desemprego conjuntural. Contudo, o desemprego estrutural, aquele em que a vaga do trabalhador foi substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos, não se resolve apenas pelo crescimento econômico. Aquele trabalho executado por dezenas de trabalhadores agora só necessita de um operador, ou melhor, dezenas de empregos transformaram-se em apenas um. É claro que se a economia estiver aquecida será mais fácil para estes trabalhadores encontrarem outros postos de trabalho. É comum associar o desemprego estrutural ao setor industrial. Este setor deixa mais evidente a perda de postos de trabalho para máquinas ou novos processos de produção, porém isto ocorre também na agricultura e no setor de prestação de serviços. Em muitos lugares, inclusive no Brasil, culpou-se a tecnologia (que estaria roubando empregos e condenando os trabalhadores à indigência). Não há dúvida de que a tecnologia participa do processo, mas é um equívoco condená-la como a vilã do desemprego estrutural. A invenção do tear mecânico, da máquina a vapor ou do arado de ferro foram marcos que resultaram em um aumento significativo da produtividade e conseqüente redução de custos, permitindo a entrada de um enorme contingente de excluídos no mercado consumidor. Da mesma forma que sentimos hoje, o emprego sofreu impacto destes inventos de pelo menos 150 anos.
    Desemprego conjuntural
    Existem duas formas de designar o desemprego conjuntural, sendo que ambas estão conectas, desemprego cíclico ou conjuntural. Este resulta da variação cíclica da vida econômica, isto é, das épocas de expansão ou “boom” e das épocas de recessão da economia. Existe uma tendência secular de variações sazonais ou cíclicas que têm uma duração de 3 anos.
    É aquele em que a demissão é ocasionada, na maioria das vezes, por crises passageiras. Portanto a demissão é temporária, uma vez que, superada a crise, o emprego é novamente ofertado.
    Mercado de trabalho
    O Mercado de Trabalho relaciona aqueles que procuram emprego e aqueles que oferecem emprego num sistema típico de mercado onde se negocia para determinar os preços e quantidades de um bem, o trabalho. O seu estudo procura perceber e prever os fenónemos de interação entre estes dois grupos tendo em conta a situação económica e social do país, região ou cidade.
    Conceitos
    Nesta secção estão reunidos alguns dos conceitos associados com o Mercado de trabalho.
    População activa
    É o conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos (em Portugal) que constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços destinados ao circuito económico (inclui os empregados e desempregados).
    População empregada
    É o conjunto de população que produz trabalho em troca de benefícios na forma de dinheiro ou outro.
    População desempregada
    É o segmento da população activa que está privada involuntariamente de emprego e que procura emprego.
    Negociações do comércio internacional passam por crise de liderança, avalia Lula
    SÃO PETERSBURGO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as negociações para uma Agenda do Desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) estão em crise e cobrou participação dos líderes mundiais. “É uma crise política. É uma crise de falta de liderança”, afirmou durante reunião da Cúpula do G-8, em São Petersburgo, na Rússia.

    “Não é em situação de tranqüilidade que precisamos de líderes. Os líderes surgem, atuam e são reconhecidos nos momentos de crise. A Rodada de Doha está em crise. A omissão não é uma resposta aceitável”, ressaltou.

    O presidente afirmou que está pronto para instruir o seu ministro encarregado das negociações a demonstrar a flexibilidade requerida para que a Rodada de Doha, sobre a liberalização do comércio mundial, seja ambiciosa e equilibrada, com ganhos para todos. “Não espero menos dos meus colegas aqui presentes. Devemos fazer o que é necessário e o que é justo. Todos temos limitações, mas temos que encará-las com sentido de responsabilidade histórica”, acrescentou.

    Representando as nações em desenvolvimento, Lula criticou ainda o nível dos subsídios, que, segundo ele, são excessivos, ilegais e desumanos. “Os dispêndios efetivos com subsídios agrícolas têm que cair de forma substancial”, salientou, notando que é injustificado o grau de protecionismo nos mercados desenvolvidos.

    O mandatário brasileiro chamou a atenção também para o fato de os países pobres não precisarem de favores, mas de condições eqüitativas para fazerem valer suas vantagens comparativas. Disse que uma das prioridades nas negociações é a agricultura. Lula lembrou que, enquanto o apoio dos países desenvolvidos chega a US$ 1 bilhão por dia, 900 milhões de pessoas da área rural do mundo em desenvolvimento vivem com menos de um dólar por dia.

    “Na agricultura, meio de vida de grande parte das populações mais pobres do mundo, os subsídios – há décadas proibidos no setor industrial – continuam exportando miséria e fome para nações menos desenvolvidas”, sustentou.

    Segundo Lula, é falacioso e injusto dizer que os avanços na área agrícola devem ser viabilizados pelas concessões dos países pobres. “A participação desses países no comércio internacional é ainda relativamente pequena e sua contribuição jamais será capaz de fechar o hiato entre as posições negociadoras dos países ricos em agricultura.”

    O presidente brasileiro disse que muitos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, já deram sinais de que estão prontos para contribuir para Rodada com movimentos importantes em bens industriais e serviços, proporcionais ao seu grau de desenvolvimento.

    O grupo dos mais países mais ricos do mundo promoveu nesta segunda-feira uma reunião com os países em desenvolvimento e organizações internacionais. Participaram Brasil, África do Sul, China, Índia e México. Também estava presente o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

    No começo do dia, Lula e o presidente norte-americano George W. Bush se encontraram para discutir as negociações de Doha e também apresentar informações sobre a produção e a tecnologia em fontes de energia alternativas.

    O dirigente brasileiro aproveitou para entregar material sobre o programa de combustível renovável nacional. “É quase um convite para uma grande parceria”, disse, citando o programa do biodiesel e o Hbio, que mistura óleo vegetal diretamente no petróleo, refinando normalmente.

    Lula também cobrou avanços nas negociações da Rodada de Doha. Em contrapartida, Bush afirmou que está comprometido com o sucesso da Rodada e expressou que é preciso continuar a desenvolver estratégias comuns.

    HISTÓRIA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL
    O Código Civil de 1916 regulou, no “Capítulo XV – Dos juros legais”, os juros remuneratórios (artigo 1.063) e os juros moratórios (artigo 1.062).
    Prescreviam esses artigos:
    “Art. 1062. A taxa dos juros moratórios, quando não convencionada (art. 1.262) será de 6% ao ano.”
    “Art. 1.063. Serão também de 6% ao ano os juros devidos por força de lei, ou quando as partes os convencionarem sem taxa estipulada.”
    O artigo 1.262, dispositivo da “Seção II – Do mútuo” do “Capítulo V – Do empréstimo”, dispunha:
    “Art. 1.262. É permitido, mas só por cláusula expressa, fixar juros ao empréstimo de dinheiro ou de outras coisas fungíveis. Esses juros podem fixar-se abaixo ou acima da taxa legal (art. 1.062), com ou sem capitalização.”
    O Governo Provisório de Getúlio Vargas editou o Decreto nº 22.626, de 07 abr. 1933, sobre os juros nos contratos.
    O artigo 1º do referido Decreto estabeleceu:
    “Art. 1º . É vedado, e será punido nos termos desta Lei, estipular em quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal.”
    Os artigos 4º e 5º subsequentes fixavam:
    “Art. 4º. É proibido contar juros dos juros; esta proibição não compreende a acumulação dos juros vencidos aos saldos líquidos em conta corrente de ano a ano.”
    “Art. 5º. Admite-se que pela mora dos juros contratados estes sejam elevados de 1% e não mais.”
    A Lei nº. 1.521, de 26 dez. 1951, sobre crimes contra a economia popular, trata em seu artigo 4º do crime de agiotagem, envolvendo pessoas naturais (passível de pena de detenção de 6 meses a 2 anos e multa):
    “Art. 4º. Constitui crime da mesma natureza a usura pecuniária ou real, assim se considerando: a) cobrar juros, comissões ou descontos percentuais, sobre dívidas em dinheiro, superiores à taxa permitida por lei; cobrar ágio superior à taxa oficial de câmbio, sobre quantia permutada por moeda estrangeira; ou, ainda, emprestar sob penhor que seja privativo de instituição oficial de crédito;”
    A Lei nº 4.595, de 31 dez. 1964, reguladora do Sistema Financeiro Nacional, atribuiu ao Conselho Monetário Nacional, através do inciso IX do artigo 4º, a competência de disciplinar as taxas de juros das instituições financeiras.
    Reza o referido inciso IX:
    “IX – limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros, inclusive os prestados pelo Banco Central do Brasil, assegurando taxas favorecidas aos financiamentos que se destinem a promover: – recuperação e fertilização do solo; – reflorestamento; – combate a epizootias e pragas, nas atividades rurais; – eletrificação rural; – mecanização; – irrigação; – investimentos indispensáveis às atividades agropecuárias.”
    O CMN, alicerçado no artigo 4º, inciso IX, da Lei nº 4.595/64, liberou para o regime de mercado as taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras, através da Resolução nº 1.064, de 05 dez. 1985.
    Diz o item I da referida Resolução:
    “I – Ressalvado o disposto no item III, as operações ativas dos bancos comerciais, de investimento e de desenvolvimento serão realizadas a taxas de juros livremente pactuáveis.”
    Antes da Resolução nº 1.064, o CMN fixava às instituições financeiras as taxas máximas das operações de crédito, prática introduzida pela primeira vez, de forma coercitiva, pela Resolução nº 114, de 07 maio 1969.
    A Súmula nº 596 do STF, de 15 dez. 1976, esclareceu:
    “As disposições do Decreto nº 22.626, de 1933, não se aplicam às taxas de juros e aos outros encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas, as quais integram o Sistema Financeiro Nacional.”
    A Lei nº. 7.492, de 16 jun. 1986, sobre crimes contra o sistema financeiro nacional, tipifica em seu artigo 8º como crime (passível de pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa) a cobrança, em desacordo com a legislação, de juro, comissão ou qualquer tipo de remuneração sobre operação de crédito ou de seguro, administração de fundo mútuo ou fiscal ou de consórcio, serviço de corretagem ou distribuição de títulos ou valores mobiliários.
    A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 192, parágrafo 3º, previu a limitação dos juros reais em 12% ao ano. O STF, por decisão plenária de 07 mar. 1991 (ADI 4), não considerou esse dispositivo auto-aplicável. Pendia de complementação legislativa e, assim, não chegou a ter eficácia e aplicabilidade. A Emenda Constitucional nº 40, de 29 maio 2003, revogou todos os parágrafos do artigo 192. Por decisão de 24 set. 2003, o STF editou a Súmula nº 648 com o seguinte enunciado: “A norma do parágrafo 3º do art. 192 da Constituição, revogada pela EC 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de lei complementar”.
    O novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10 jan. 2002) dispõe:
    “Art. 591 – Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, os quais, sob pena de redução, não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 406, permitida a capitalização anual.”
    O referido artigo 406 estabelece:
    “Art. 406 – Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.”
    A Receita Federal estabelece: o pagamento dos tributos e contribuições, efetuado com atraso, “está sujeito a multa e a juros de mora”:
    1) Cálculo da multa de mora: “0,33% por dia de atraso, calculada a partir do primeiro dia útil subsequente ao do vencimento, até o dia do pagamento, limitada a 20%”;
    2) Cálculo dos juros de mora: “percentual equivalente à taxa referencial do SELIC, acumulada mensalmente, do mês seguinte ao do vencimento até o mês anterior ao pagamento, e de 1% relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado”.
    Resta totalmente revogada a Lei da Usura (Decreto nº 22.626/33) e derrogada a Súmula nº 121, de 16 dez. 1963, do STF. Explica Arnold Wald: “[…], cabe reconhecer que é entendimento dominante que a Lei de Usura (Decreto 22.626, de 07 abr. 1933) está revogada, embora a ela ainda se faça numerosas referências e que possa ser aplicada em relação às situações que ocorreram até a entrada em vigor da nova legislação. Nem mesmo de vigência concomitante entre o Código Civil e a Lei da Usura, no tocante aos juros, se pode cogitar, pois a nova legislação tratou exaustivamente da matéria que constava da anterior. Descabe, pois, entender que sendo o Decreto 22.626 lei especial e o Código Civil diploma legal de caráter geral, não teria havido revogação da lei de usura. Ao contrário, a Lei de Introdução é clara: ‘a lei posterior revoga a anterior quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior’.” (“Os juros no código civil”, Valor, São Paulo, 04 set. 2003, p. B2).
    A Medida Provisória nº 1.820, de 05 abr. 1999, hoje correspondente à Medida Provisória nº 2.172-32, de 23 ago. 2001, já havia excluído as instituições financeiras do alcance de estipulações usurárias, ratificando o entendimento da Súmular 596 do STF.
    Ruy Rosado de Aguiar, autor de “Os contratos bancários e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (Brasília: CJF, 2003, 140 p., Série Pesquisas do CEJ, n. 11), comenta na referida pesquisa:
    O juro “não significa apenas o fruto civil do capital, pois passou a ser importante instrumento de política monetária, juntamente com o câmbio, o comércio exterior e a regulação da moeda e do crédito, servindo para controlar o fluxo financeiro”.
    “Para o cálculo dos juros, considera-se o custo de captação do dinheiro, a sobretaxa do banqueiro, a desvalorização da moeda e, por fim, os riscos operacionais, pois, quanto maior a possibilidade de inadimplência, maior o risco.”
    Os juros remuneratórios (compensatórios ou lucrativos) são devidos desde o trepasse; os juros moratórios, correspondentes à indenização pela inadimplência, fluem a partir do momento da mora.
    Na atividade bancária, prevalece o enunciado da Lei nº 4.595/64, cujo artigo 4º, IX, atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para fixar a taxa de juros, as comissões e o custo dos serviços bancários (Súmula nº 596 do STF).
    Hoje em dia, à falta de outro índice deferido pelo CMN, a taxa legal passou a ser a prevista no artigo 406 do Código Civil.
    A partir dos julgamentos do REsp nº 271.214/RS e REsp. nº 407.097/RS, ambos ocorridos em 12 mar. 2003, “a Seção de Direito Privado do STJ liberou a cobrança em juízo das taxas de juros remuneratórios, durante a vigência do contrato, e da comissão de permanência, após a inadimplência, que podem ser exigidas de acordo com as taxas praticadas no mercado, no limite do contrato, só permitida a revisão judicial no caso de o devedor demonstrar que o banco cobrou juros menores em situação similar”.
    No julgamento posterior do REsp nº 466.979/RS, Ruy Rosado assim manifestou-se: “O entendimento que hoje predomina na Segunda Seção é francamente favorável à cobrança dos juros de acordo com os índices fixados pelos bancos, sem outro limite senão a taxa média de mercado e sem possibilidade de sua revisão pelo juiz, salvo quando o mutuário comprovar que o banco está cobrando dele mais do que cobra de outro, em situação similar. Como dificilmente ocorrerá tal hipótese (e, caso ocorra, implica indevida transferência ao mutuário da carga da prova do abuso, a ser feita possivelmente em perícia de difícil e onerosa realização), o resultado prático daquele julgamento é a liberação dos juros, sejam remuneratórios, sejam moratórios, sem nenhum controle efetivo.”
    No julgamento do REsp. nº 399716/RS, em 03 nov. 2003, registrou Castro Filho, ministro-relator: com base na Súmular nº 596 do STF, a Lei da Usura (Decreto nº 22.626/33) não se aplica às instituições financeiras e compete ao Conselho Monetário Nacional, na forma da Lei nº 4.595/64, disciplinar os juros cobrados pelas instituições financeiras. O CMN atualmente não fixa limite para a taxa dos juros, mas essa taxa não pode ser abusiva. Castro Filho esclareceu: inexistiu a limitação dos juros em 12% ao ano pelo artigo 192 da CF, pois esse dispositivo não foi regulamentado.
    Geraldo Brindeiro, procurador-geral da República, em parecer de 07 mar. 2002 sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 2591), ajuizada em 26 dez. 2001 no STF pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro Nacional (CONSIF), questionou decisões da Justiça que obrigam os bancos a alterar taxas de juros: “Provocado a dirimir conflito de interesses originado de relação de consumo, o Poder Judiciário ultrapassa os estritos limites da proteção do consumidor, interferindo diretamente em instrumentos da política monetária nacional, como a oferta de crédito e a estipulação das taxas de juros, a cargo do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central.”

  14. Mercado de Trabalho

    Mercado de trabalho é a relação entre a oferta de trabalho e a procura de trabalhadores, e o conjunto de pessoas e ou empresas que em época e lugar determinados, provocam o surgimento e as condições dessa relação.
    Ficar atento ao mercado de trabalho é fundamental para quem está pretendendo investir em uma profissão, em uma carreira. Entender o que se busca num profissional atualmente, as novas regras de trabalho, as relações de competição, as exigências da globalização.
    A rapidez com que o mundo caminha é tal que parece impossível acompanhar todas as mudanças no mercado. Independentemente da profissão que você escolher, é importante que saiba que hoje em dia o profissional com chance de sobressair é aquele que se mantém atualizado através de leitura de livros, jornais e revistas , que saiba informática, estude línguas inglesa e espanhola, seja uma pessoa dinâmica e aberta ao aprendizado. Esta é a base para um futuro melhor.
    O DESEMPREGO, a crise econômica atinge a muitos, mas, no entanto, existem varias pessoas que estão empregadas, tendo sucesso em suas profissões, ganhando dinheiro e reconhecimento. Isso ocorre porque essas pessoas não deixaram de acreditar que são capazes, não perderam as esperanças e continuaram investindo. Nem todos os que estão desempregados não investiram em si próprios. É claro que a crise está aí e não dá para ignorá-la, mas o que não pode acontecer é desistir. Com as falências e fechamentos de empresas, trabalhadores ficaram desempregados. Muitos ainda estão assim, outros foram à luta e conseguiram, apesar das dificuldades, descobrir novos mercados. A criatividade, aliada a ação, resulta em emprego.

    Desemprego

    Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas. No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para o Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte.

    CRISE NO COMERCIO INTERNACIONAL

    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.
    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.

    TAXAS DE JUROS

    É inútil tentar reduzir a taxa de juros na ponta do tomador privado apenas pela redução da taxa básica. Isso só interessa para o próprio governo, na medida em que, para cada ponto percentual de redução da mesma, a taxa de mercado sofre contração de apenas 0,04%, segundo seus cálculos.

    A fato objetivo é que, pelo mecanismo do depósito compulsório, o governo se apropria de grande parte do dinheiro disponível para crédito, de sorte que pouco sobra para o mercado privado. A taxa básica média para o governo está em torno de 18% a.a., enquanto que a taxa média para o mercado é de 59,42%a.a., sem considerar os impostos, taxas e demais custos do serviço bancário. As lideranças empresariais melhor fariam se lutassem para reduzir essa intervenção indevida no mercado de crédito, que coloca pesada cunha para os tomadores finais. A taxa básica pouco importa para as empresas. Por impedir o desenvolvimento de um sistema de crédito sadio, praticando o
    quase monopólio da dívida, o que vemos é a economia minguar. Na verdade, os brasileiros (pessoas físicas e jurídicas) se dividem em dois grupos. De um lado, os que são superavitários e sócios do governo na massa tributária. Vivem felizes, cobrando elevados juros do devedor monopolista. Do outro, os
    que, por qualquer motivo, são obrigados a tomar recursos emprestados, ao custo de mercado. Esses vivem asfixiados financeiramente e freqüentemente apresentam problemas de solvência. Em outras palavras, quebram ou vêem seu
    nome sujo na praça, sendo automaticamente excluídos do sistema de crédito. A culpa é única e exclusiva do Estado, que impede o desenvolvimento econômico através de um dos seus mecanismos naturais, que é o crédito.

    Os brasileiros já pagam uma brutal carga tributária, que cresce sistematicamente a cada ano, irá perceber o verdadeiro horror econômico em que estamos metidos: o governo brasileiro simplesmente impede que a prosperidade aconteça. Quem está desempregado e sem crédito no mercado sabe quem é o autor das suas desgraças. Aqueles que, por algum motivo, vêem os seus sonhos de crescimento fracassarem, sabe quem os seqüestrou.
    Da mesma forma, o desempenho frustrante da balança comercial só tem um responsável: o governo e sua voracidade fiscal e creditícia. O mercado internacional não paga o sobrecusto governamental embutido nos preços dos produtos

  15. Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas. No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para a Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte

    O Mercado de Trabalho em C&T é serviço de cadastro nacional sobre oferta e procura de emprego qualificado, em nível universitário.

    A base de dados de mercado de trabalho tem como objetivo estimular a utilização, no setor de Ciência e Tecnologia, de recursos humanos especializados, facilitando sobremaneira a integração de docentes, pesquisadores, gestores, consultores e técnicos de nível superior e médio ao mercado de trabalho.

    Além disso, pretende contribuir para a divulgação de oportunidades de trabalho oferecidas por Instituições de Ensino Superior, Instituto de Pesquisa, Institutos Tecnológicos e órgãos similares. O serviço oferece ainda informações sobre profissionais sem vínculo empregatício que procuram oportunidades de trabalho.

    As oportunidades de trabalho são cadastradas por instituições parceiras do Prossiga, bem como pela equipe técnica do programa.

    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.
    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.
    Lamy garante que a crise internacional por enquanto não gerou uma redução de comércio e que o único efeito tem sido a queda no ritmo de crescimento. Alerta, porém, que medidas protecionistas podem surgir diante do cenário que políticos estão sendo obrigados a enfrentar. Para ele, mais do que nunca o mundo precisa reforçar suas regras comerciais para lutar contra essa situação.
    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001.

    Segundo a economia, Taxa de juro é o chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo (e não através de decretos, por exemplo).
    Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras, por exemplo. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Como o Governo é o mais confiável pagador que um país pode ter (se assim não o for, o país está em forte crise econômica), emprestar para outros representa um risco maior (pode ser um pouco maior ou muito maior). Além disso, o empréstimo estará condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.
    Baixar muito as taxas de juros pode provocar, dependendo da situação do país, inflação. Grosso modo, a redução das taxas provoca um aumento do consumo, já que fica mais fácil financiar bens. Assim, se um país não está preparado para esse aumento de demanda, os bens podem escassear e provocar um aumento de preços. Em Economia, uma regra básica é: quanto mais difícil de encontrar um produto, mais seu preço tende a subir.
    A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos. O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros. De forma inversa, ao comprar títulos o governo diminui a oferta de títulos no mercado e eleva o preço destes, aumentando a oferta de moeda na economia e por conseqüência baixando a taxa de juros. O aumento da taxa de juros ou a queda da taxa de juros tem impacto na economia na medida em que interfere na expectativa de lucro dos empresários através da demanda agregada.

  16. aline marczak da costa

    Muita coisa mudou e continua mudando:

    Estudar, fazer um curso superior, pegar o diploma, arrumar um bom emprego, trabalhar por algumas décadas, se aposentar e curtir a vida. Esqueça tudo isso, este era o cenário para o trabalhador de antigamente. Muitas coisas mudaram e continuam em contínua evolução.

    O diploma de um curso superior já foi garantia de emprego, até meados da década de 70; hoje não é mais. Pensar que após o término da faculdade você está “livre” do estudo é simplesmente decretar a morte da sua carreira profissional. Hoje precisamos estar sempre estudando, sempre nos atualizando. Estamos vivendo a “era da informação, da velocidade e da orientação para resultados”. Muitas vezes, ficamos atônitos com a rapidez com que as mudanças acontecem. Já não basta mais sermos especialistas em uma única área: Engenharia, Administração, Economia, Direito, etc. Precisamos “entender do negócio”, isto é, conhecer todos os aspectos relacionados com o ramo da empresa onde trabalhamos, senão como poderemos aplicar nossos conhecimentos em benefício da empresa, ou em outras palavras: gerar resultados.

    Muitos consultores e autores bem-sucedidos de livros de negócios e carreira dizem que estamos vivendo a era dos multi-especialistas. Precisamos entender de muitos assuntos: administração, finanças, informática, outros idiomas, pessoas (esta talvez seja a aptidão mais importante e mais difícil), trabalho em equipe, etc. Eles estão certos. Precisamos entender de muitos assuntos e a única maneira de dominá-los é através do estudo e aprendizado contínuos. Nesta coluna vou falar sobre os conhecimentos/áreas que todo o profissional deve dominar, independente da sua profissão. Em uma das próximas colunas falarei sobre os aspectos humanos que fazem com que um profissional possa se destacar.

    Começando pelo óbvio:

    Nem tudo mudou. É evidente que você precisa ter ótimos conhecimentos na sua área de atuação, ou você teria coragem de se submeter a uma cirurgia com alguém que não é formado em medicina? É claro que não. Um ponto importante é que não basta conhecer o básico, para se destacar e ser um profissional requisitado pelo mercado, você precisa dominar os conhecimentos da sua área de atuação e para isso só existe um caminho: Qual?? É lógico que é o estudo e a atualização constantes. Não existe mágica. Você quer ser um profissional excelente, quer se destacar, quer sempre estar empregado (alguns autoras chamam de “Empregabilidade”)? Então não tem jeito: muito estudo e, principalmente, colocar em prática o que você estudou. O mercado está muito seletivo, não existe mais lugar para enganadores. De nada adianta você ter ótimos conhecimentos se não for capaz de traduzi-los em resultados para a empresa. Lembre-se: você não é paga para ficar oito horas na empresa, você é paga para gerar resultados. Sem resultados = sem emprego.

    Outros conhecimentos/habilidades importantes:

    Existem conhecimentos que são fundamentais, independente da área em que você atue. Conhecimentos de informática, tais como: saber utilizar um bom redator de textos (normalmente o Microsoft Word), saber utilizar uma boa planilha eletrônica (normalmente o Microsoft Excel) e, principalmente, saber utilizar os recursos disponibilizados pela Internet. O conhecimento de idiomas também é muito importante. O inglês ainda é o mais importante, seguido de perto, para nós brasileiros, pelo Espanhol. Pode ser que, para a sua profissão/cargo atuais, não seja obrigatório o conhecimento de idiomas mas, com certeza, o domínio de um ou mais idiomas estrangeiros será um diferencial importante. Se você ainda não domina os fundamentos da informática e, pelo menos, o idioma Inglês, já está mais do que na hora de começar, nada de ficar “procrastinando”, ou seja: “de ficar deixando para depois, “empurrando com a barriga”. Nem pense em deixar para depois.

    Habilidades na comunicação, quer seja para escrever, falar ou fazer apresentações, são fundamentais. Independente da função, o profissional atual deve dominar as técnicas de redação, o que inclui um bom vocabulário e um bom conhecimento da nossa Gramática. Desde a elaboração de relatórios, projetos e memorandos, até na comunicação via e-mail, o domínio das técnicas de redação é um diferencial importante, que pode ajudar você na busca por melhores posições dentro da empresa. Claro que muitas vezes a verdadeira “aversão” que muitas pessoas tem pela redação, pode ter origem na maneira como esta disciplina é ensinada na escola. mas este é assunto para uma outra coluna, onde falaremos sobre problemas/soluções para o modelo de educação atual. Além de saber por as idéias no papel é importante que você saiba apresentá-las para os seus colegas e superiores. A capacidade de fazer boas apresentações é muito importante. O profissional que domina as técnicas para uma boa apresentação, vê muitas portas se abrirem.

    Trabalho em equipe e delegação de tarefas: Você é admitido na empresa e é mais do que normal que como primeira função, seja alocado para realizar algumas tarefas operacionais. Mas como todo mundo, você quer evoluir, crescer, ser promovido. É natural que venha a ocupar, com o passar do tempo, um cargo de gerência. Quem sabe um dia chegue a diretor, depois vice-presidente e, por que não, presidente. Não importa o cargo que você ocupa, é fundamental que saiba trabalhar em equipe, em outras palavras: “colaboração e cooperação”. Isso não significa que não deva existir competição, porém em doses saudáveis. Mas o fato é que somente o trabalho em equipe é capaz de obter os resultados exigidos atualmente. Pela milionésima vez vou citar o exemplo do time de futebol formado por onze craques, porém sem espírito de equipe, onde cada um quer aparecer mais do que o outro. Com certeza este time será derrotado por uma equipe formada por onze jogadores medianos, porém com forte espírito de equipe, onde todos colaboram na busca de um objetivo comum. Na medida em que você vai ocupando cargos com características mais gerenciais do que operacionais a delegação de tarefas torna-se um instrumento indispensável. Se você chefia uma equipe é fundamental que confie nela. Com isso é possível delegar tarefas e manter um nível de acompanhamento racional; pois de nada adianta delegar uma tarefa e depois acompanhar, passo-a-passo a execução.

    DESEMPREGO

    O desemprego não é um problema só no Brasil; ele ocorre na Europa e em toda parte do mundo. Excetuando-se os Estados Unidos, onde a questão está minimizada pelo longo período de crescimento da economia durante o governo de Bill Clinton, nas demais partes do mundo o fenômeno é visto com preocupação. Na Europa, o problema é muito grave; no Japão, atualmente observa-se a diminuição do número de vagas no mercado de trabalho; a Coréia do Sul enfrenta a mesma situação. Nos países subdesenvolvidos, a situação não é diferente.

    No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo. A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós. O desemprego causa vários problemas: para o desempregado, para a família e para o Estado. Para o cidadão desempregado e sua família, o desemprego provoca insegurança, a indignidade, aquela sensação de inutilidade para o mundo social.

    A tecnologia, que vem desde a revolução industrial na Inglaterra em 1750, traz problemas, e certamente é uma das principais causas do desemprego mundial. Uma máquina substitui o trabalho de 10, 20, 40 ou mais pessoas. Já foi dito que a revolução industrial provocou insatisfação dos trabalhadores, mas pouco desemprego, porquanto, na época, as vagas fechadas numa empresa eram supridas pela abertura de outras empresas. Além disso, houve a redução da jornada de trabalho para 8 horas e a semana de 5 dias. Todavia, hoje, com a globalização, a informatização, as novas tecnologias, nós temos efetivamente um problema de desemprego estrutural. Vejam o exemplo do banco já citado, onde diminuem em menos da metade os postos de trabalho. Tudo é informatizado, as pessoas não precisam do caixa humano, elas vão direto ao caixa eletrônico. Esses funcionários perdem o emprego e não têm outra oportunidade, porque todos os ramos de atividade estão se modernizando, não só os bancos, mas as indústrias estão sendo robotizadas. Estão desaparecendo muitas profissões e atividades profissionais, porque têm o robô fazendo o trabalho de muitas pessoas. Isso realmente gera desemprego e tanto o governo quanto a sociedade têm que contribuir para encontrar uma solução.

    Talvez a solução momentânea seja a requalificação profissional. Os profissionais que perdem seus postos de trabalho devem passar por treinamentos e reciclagens. Só assim poderão encontrar outra atividade e assumir uma nova vaga no concorrido mercado de trabalho moderno. O desempregado não pode ficar esperando nova oportunidade para ocupar a mesma vaga que ocupava antes da demissão, mesmo porque aquela vaga, ou melhor, aquela função pode deixar de existir. Aquele que deseja voltar ao mercado de trabalho deve se reciclar, buscando uma colocação em outra área ou ramo de atividade; para isso, ele deve estar preparado.

    O governo, através dos Fundos de Amparo ao Trabalhador, tem oferecido recursos para treinamentos e reciclagens aos desempregados. Essa iniciativa ajuda, pois o trabalhador, sem essa reciclagem não vai conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, mas não resolve o problema.

    De modo que a questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical, do Estado e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda da renda, agravando todos os problemas sociais. Sendo assim, a reforma sindical e trabalhista tem que ter como prioridade a procura de caminhos para impor aos governantes a execução de programas de desenvolvimento que resultem em geração de empregos.

    Porém, essa não é a única saída para abrir postos de trabalho no mercado. Haja visto o que se passa no setor automobilístico, por exemplo, onde investimentos maciços e duplicação da capacidade produtiva não resultaram em geração de novos empregos. Ao contrário, com os investimentos feitos as empresas puseram em prática um amplo programa de modernização e automação, cortando milhares de postos de trabalho. Para se ter uma idéia do estrago ocorrido neste setor, basta dizer que, na década de 80 do século passado, para uma capacidade de produção de um milhão e quinhentos mil veículos, as montadoras empregavam 140 mil empregados. Hoje, para uma capacidade de produção de três milhões de veículos, as montadoras empregam apenas 90 mil trabalhadores.

    Só este exemplo mostra que, além de investimentos e programas de crescimento econômico, são necessárias outras medidas para gerar mais empregos. Hoje temos linhas completas, sistemas produtivos completos, operados por robôs. Os processos tecnológicos empregados na atualidade e mais a presença crescente da mulher no mercado de trabalho exigem uma redução drástica da jornada de trabalho, para dar emprego às centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro que precisam trabalhar.

    Mas, a redução da jornada não pode ser um ato isolado e unilateral de um só país ou dois. É preciso estabelecer uma nova jornada de trabalho de caráter universal, algo como uma resolução da Organização das Nações Unidas para ser cumprida por todos os países e para ser fiscalizada a sua aplicação por um órgão tipo OIT, a Organização Internacional do Trabalho, para que não haja um desequilíbrio nos custos de produção e quebra da eqüidade competitiva entre os países no mercado mundial. E, também, para que não haja redução de salários. Aqui fica a sugestão para o governo brasileiro levar essa questão à Assembléia Geral da ONU, que se instala todos os anos no mês de setembro.

    Concluídas essas considerações gerais, vamos abordar algumas das questões das chamadas reformas trabalhista e sindical, sobre as quais não existe consenso nas esferas de governo, no Congresso Nacional e nem entre as centrais sindicais existentes.

    CRISE NO COMÉRCIO INTERNACIONAL

    A crise internacional afeta o comércio. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a desaceleração nas economias ricas em 2008 não conseguirá ser totalmente compensada pelas economias emergentes e o comércio deve ter o pior momento nos últimos seis anos, com uma alta de apenas 4,5%. Para a OMC, as taxas deste ano devem ser comparadas ao desempenho dos anos 80 e o forte crescimento dos emergentes conseguirá, na melhor das hipóteses, apenas amortecer um enfraquecimento ainda mais forte no comércio.

    “Diante dessas constatações, só podemos mesmo é enfatizar que a Rodada Doha precisa ser concluída para que um novo impulso no comércio seja dado” afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Clodoaldo Hugueney. “Vivemos momentos de incerteza para a economia global”, afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

    Lamy garante que a crise internacional por enquanto não gerou uma redução de comércio e que o único efeito tem sido a queda no ritmo de crescimento. Alerta, porém, que medidas protecionistas podem surgir diante do cenário que políticos estão sendo obrigados a enfrentar. Para ele, mais do que nunca o mundo precisa reforçar suas regras comerciais para lutar contra essa situação.

    Em 2007, o crescimento do comércio mundial já foi baixo, em cerca de 5,5% em volumes, contra 8,5% em 2006. Na avaliação da OMC, a queda nas importações dos países ricos é o principal motivo para o novo problema na economia mundial. Nos Estados Unidos, as importações aumentaram em apenas 1% em volume em 2007, a menor desde o ano de 2001

    TAXA DE JUROS

    As taxas de juros projetadas pelos contratos de depósito interfinanceiro (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) terminaram o dia em alta, em reação à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje. A alta das taxas, porém, se moderou durante a tarde, depois que as bolsas de valores dos Estados Unidos ampliaram os ganhos do dia.

    O DI mais negociado do dia, com vencimento em janeiro de 2010, fechou projetando taxa de 13,67% ao ano, contra taxa de 13,57% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. Na máxima do dia, a taxa deste DI chegou a 13,74% ao ano. O DI para janeiro de 2009, também muito negociado, projetou taxa de 12,68%, ante 12,66% ontem.

    A ata do Copom, referente à reunião da semana passada, em que o comitê do Banco Central elevou a Selic, taxa básica de juros, em meio ponto porcentual, informou que as projeções de inflação feitas pelo BC para este ano e para 2009 estão acima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Para explicar a decisão de elevar a Selic para 11,75% ao ano, os diretores alegaram a deterioração das expectativas de inflação e o fato de que a persistência do risco de haver descompasso entre oferta e demanda também pressiona os preços dos produtos brasileiros.

    Em Nova York, as bolsas registram alta, animadas pela recuperação do dólar ante o euro, pelo declínio no preço do petróleo e pela percepção de que o pior da crise nos EUA já passou. Por volta das 16 horas (de Brasília), o índice Dow Jones avançava 1,28% e o S&P 500 subia 1,20%. Beneficiado pela força do dólar, o petróleo, por sua vez, fechou em baixa de 1,89%, a US$ 116,06 o barril. O euro recuava 1,06%, a US$ 1,5679.

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