Evolução nas empresas

As empresas, para conseguirem sobreviver no mercado, necessitam desenvolver diversos atributos de competitividade. O mais importante deles é o da evolução do modelo de gestão do negócio – fator determinante da vida ou da morte.

Os tripulantes de uma empresa são: os proprietários, os funcionários, os fornecedores e parceiros. Se estas pessoas permanecerem estacionadas no caminho mercadológico, estarão sujeitas ao esmagamento provocado pela concorrência. Ou pior, podem estar sujeitas a sofrer humilhações ao longo da caminhada, discriminações e ultrajes por parte do mercado, sempre implacável em relação aos mais fracos e doentes. Afinal, um negócio estagnado no tempo tem alguma virose que pode tornar-se rapidamente uma epidemia nas regiões comerciais acomodadas na excelência da sua história.

Porém, se alguma empresa entra no mercado oferecendo novos e atraentes produtos e, agregado a eles, uma prestação de serviços evoluídos em relação à atual situação, a efervescência mercadológica irá causar, muito provavelmente, o desaparecimento das empresas hibernadas, pois o tempo necessário para a saída da inércia será, com certeza, fatal para muitas organizações.

Mas como evitar a morte por inanição comercial? A resposta é clara: evoluir sempre, a todo instante, com a participação de todos os envolvidos no negócio. Algo complicado, com algum custo, trabalhoso e algumas vezes impiedoso com o passado? Com certeza. Tudo isto e muito mais, mas a evolução é necessária para a sobrevivência de qualquer negócio no mercado competitivo e em crescente profissionalismo. Um exemplo: imagine uma empresa na qual há um balconista utilizando o computador, atrás do balcão, para jogar paciência, e, de repente, entra na loja um consumidor que, certamente, estará impedindo que o jogador vença o jogo. Como esse cliente será atendido? Como um inimigo, que não permitiu que o funcionário terminasse seu passatempo. Quantas vezes vimos esta cena como clientes? Dezenas de vezes. E, como o consumidor do exemplo acima, nós não fomos atendidos de forma correta e saímos da empresa revoltados e sem os produtos ou serviços que desejávamos.

Mas onde está a evolução do negócio neste caso? No comprometimento de todos com o sucesso da empresa, na vontade de aprender, de vender e de obter lucro contínuo para a organização. Se o balconista estivesse analisando as vendas da empresa, os preços praticados, os últimos pedidos recebidos, as ações da concorrência, os próximos produtos a serem disponibilizados pelos fornecedores, como poderia ser a qualidade do atendimento àquele consumidor? A evolução não está apenas no comprometimento, mas também no modelo de gestão do negócio, no qual a utilização otimizada das informações empresariais, para a correta e estratégica tomada de decisões, é fator determinante para a sobrevivência da empresa no mercado.

Portanto, a gestão da informação e do conhecimento mercadológicos, gerados ao longo do tempo, é a base para a competitividade empresarial. Praticamente obriga aos gestores do negócio a procurar pelo diferencial competitivo todo instante, iniciando um ciclo de causas e conseqüências na organização, adequando os processos operacionais e, principalmente, alterando a relação com os clientes e suas necessidades atuais e futuras, interagindo as informações e análises da organização com todos os colaboradores.

Quando se fala em modernização da gestão, logo os empresários enxergam investimentos enormes em informatização, controles e automação dos processos. Na realidade, os investimentos vão existir, sem dúvida, mas o simples costume de todos os tripulantes em escutar o cliente e ter a capacidade empresarial de transformar a sua necessidade oculta em oportunidade de novos negócios já será uma gigantesca evolução. Quantas empresas rejeitam de seus cadastros os clientes que compram à vista, inserindo em seus controles apenas os que necessitam do parcelamento da compra, deixando escapar um elo de ouro da corrente do mercado? Existem, ainda, as empresas que utilizam multiplicadores mágicos para formar os preços de vendas a partir de custos mal elaborados, resultando muitas vezes em valores e resultados confusos e desatualizados.

A evolução da empresa depende do esforço contínuo de todos, mas, principalmente, da vontade de não ficar parado, procurando novos caminhos, oportunidades, qualidade e a vontade de sobreviver dignamente no mercado. Ou seja, com lucro e fluxo de caixa com o saldo positivo.

Jorge Luiz da Rocha Pereira
Consultor – Sebrae-SP

Acesse para mais informações: http://www.sebraesp.com.br

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